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Edição de 13-05-2011

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SECÇÃO: Opinião dos Leitores

Efemérides

Foi no dia 1 de Março de 1476 que, na Batalha de Toro, Duarte de Almeida, natural de Vila Pouca de Aguiar, sendo alferes-mor de D. Afonso V, transportava o pendão real. Atacado pelos Castelhanos, estes cortaram-lhe a mão direita. Duarte de Almeida não desiste e transporta o pendão com a mão esquerda, e, uma vez perdida esta, ainda segura pendão com os dentes. Só depois, já exausto, perde o símbolo das Pátria. Mais tarde Gonçalo Pires recupera a bandeira. O nosso herói, que ficou conhecido como o Decepado, caiu em poder do inimigo e foi levado para Zamora, onde o trataram com o maior respeito. Os Reis Católicos, honrando a sua bravura, mandaram dependurar as suas armas na Capela Real de Toledo.

Foi no dia 3 de Março de 1784 que nasceu em Vilas Real, Manuel da Silveira Pinto da Fonseca, marquês de Chaves desde 3 de Julho de 1823. Assentou praça aos 8 anos de idade no Regimento de Cavalaria de Cai, e após estudos no Real Colégio dos Nobres, foi despachado alferes em 23 de Março de 1797 para a praça de Almeida. Fez a Guerra Peninsular no posto de coronel e em 1820 era marechal quando abraçou a causa de D. Miguel. Em 1823 revoltou as tropas de Trás-os-Montes, mas foi obrigado a refugiar-se em Espanha. Após a Vila-Francada foi promovido a tenente-general. Em 1826 volta ao exílio em Espanha. Com a subida ao trono de D. Miguel, em 1828, tornou-se na corte um vulto de primeira grandeza.
Morreu em Lisboa no dia 7 de Março de 1820.

Foi no dia 6 de Março de 1857 que nasceu em Chaves, Manuel Maria Coelho. Republicano convicto, foi um dos oficiais que tomou parte na revolução de 31 de Janeiro de 1891, o que lhe valeu cinco anos de degredo. Continuou a conspirar, mas sem resultados. Encontrava-se em São Tomé aquando a implantação da República. Foi governador-geral de Angola (1911-1912), administrador da Caixa Geral de Depósitos e da Companhia de Moçambique e chefe do governo, em 1921. Fundou e dirigiu diversas publicações republicanas. Com João Chagas publicou a História da Revolta do Porto, 1901. Reformou-se no posto de coronel de infantaria.
Morreu em Lisboa no dia 10 de Janeiro de 1943.

Foi no dia 7 de Março de 1876 que nasceu em Moncorvo, Abílio Adriano de Campos Monteiro. Licenciou-se em 1902 na Escola Médico-Cirurgica do Porto. Foi deputado monárquico e director de A Pátria e fundou as revistas Civilização e Argus. Escritor humorista, conheceu notável êxito com a sátira política Saúde e Fraternidade, 1925, e As Duas Paixões de Sabino Arruda, 1929. De mencionar ainda as suas novelas transmontanas enfeixadas no volume Ares da Minha Serra e diversas obras para teatro (operetas, dramas e comédias). Escritor de estirpe camiliana, ora se inspira no regionalismo transmontano ora satiriza os costumes portuenses, onde se inseriu a maior parte da sua vida.
Morreu em São Mamede de Infesta, Matosinhos, no dia 4 de Dezembro de 1934.

Neste dia do ano de 1887 nasceu em Vila Real, José Herculano Stuart Torrie de Almeida Carvalhais, Interno no Real Instituto de Lisboa, mas foge dali para fazer-se contratar no Salão Foz, como Mr. Brillot, o palhaço que faz caricaturas. Estreou-se em 1906 no Século Cómico, com o seu primeiro trabalho, Cenas de Rua. Em 1911 é editor de A Sátira, responsável pela ideia de uma sociedade de humoristas portugueses, que viria a concretizar-se e organizaria três salões em Lisboa, palco de exposições da maioria dos modernistas da primeira geração. Em 1912 viaja para Paris, e colabora, como ilustrador, no jornal Gil Blas Colabora em grande número de diários, semanários e magazines das mais variadas facções políticas. A sua primeira banda desenhada, As Aventuras de Quim e Manecas, é publicada pela primeira vez em 1915, no suplemento humorístico do jornal O Século. Estas personagens dão origem ao primeiro filme cómico, com o mesmo nome, apresentado em 1916, onde Carvalhais interpreta o pai de Manecas. Estas histórias serão publicadas até 1953. Paralelamente ele teve um papel de destaque no teatro português, nomeadamente no de revista, onde trabalhou como cenógrafo e figurinista. Expôs individualmente uma única vez, em 1932, no Salão da Casa da Imprensa. Três anos mais tarde volta a expor na mesma casa, agora no âmbito da Exposição de Artes Plásticas. Em 1949 recebe o Prémio Domingos Sequeira.
Morreu em Lisboa no dia 2 de Março de 1961.

Foi no dia 10 de Março de 1877 que nasceu em Laceiras, Mortágua; Tomás da Fonseca. Cursou Teologia no Seminário de Coimbra. Tendo abandonado a carreira eclesiástica, tornou-se ardoroso arauto dos ideais republicanos e anti-católicos. Foi director das Escolas Normais de Lisboa e da Universidade Livre de Coimbra. Publicou versos, ensaios, romances e obras de historiografia. Estreou-se com Evangelho de Um Seminarista, 1903. Em 1909 publicou o volume de poesia Deserdados (com prefácio de Guerra Junqueiro). Escreveu ainda várias outras obras.
Morreu em Lisboa no dia 12 de Fevereiro de 1968.

Foi no dia 21 de Março de 1688 que nasceu em Parada dos Infanções, Bragança; João de Madureira Feijó. Foi jesuíta de 1704 a 1717, tendo estudado Filosofia em Évora (1707-1711) e ensinado Humanidades em Braga. Bacharelou-se depois em Teologia na Universidade de Coimbra, sendo prior de Ançã e pregador de nomeada. Mestre do 1º. duque de Lafões, D. Pedro Henrique de Bragança (1718-1761), para sua instrução compôs valiosas obras didácticas baseadas no método do famoso gramático jesuíta Manuel Álvares. Entre outras obras deixou, Ortografia ou Arte de Pronunciar Com Acerto a Língua Portuguesa, 1734-1836.
Morreu em Ançã, Cantanhede, no dia 29 de Outubro de 1741.

Foi no dia 23 de Março de 1781 que nasceu em Tojal, Lordelo, Vila Real; Joaquim Afonso Gonçalves. Lazarista desde 1799, destinado às missões na China, em 1812 partiu para Macau, onde ensinou Teologia, Matemática, Música e línguas. As suas obras tornaram-se clássicas para o ensino da língua chinesa, a ponto de ter sido reeditado em França, no ano de 1936, o seu Lexion Magnum Latino-Sinicum, 1841, Escreveu outras obras de interesse particularmente dicionários Português-Chinês e Chinês-Português.
Morreu em Macau no dia 3 de Outubro de 1841.

Foi no dia 25 de Março de 1819 que nasceu em Lamego, Francisco Eduardo Costa. Viveu no Porto desde a infância. Aos 10 anos de idade tocou piano em público acompanhado de numerosa orquestra. Autodidacta de inúmero talento, instituiu no Porto a Sociedade Filarmónica Portuense. Desde 1840 dirigiu a companhia italiana do Teatro de S. João, chegando também a desempenhar a função de chefe de orquestra do mesmo teatro. Foi ainda organista e mestre da capela da Sé do Porto. Deixou inúmeras composições para igreja, orquestra e banda militar. Entre as suas obras destaca-se Tantum Ergo, composto para a festividade de Santa Cecília, a Missa de Santa Isabel, oferecida à Ordem de S. Francisco, e o Stabat Mater, cantado em São Bento da Ave-Maria em 1854.
Morreu no Porto no dia 27 de Agosto de 1855.

Foi no dia 26 de Março de 1836 que nasceu em Trevões, São Soão da Pesqueira; José Maria da Cunha Seixas. Descendente de família abastada teve uma educação baseada em preceptores privados, estando-lhe reservada uma carreira eclesiástica. Em 1850 tomou ordens menores, iniciando de seguida estudos de Teologia. Com a morte prematura do pai, foi para Coimbra em 1958, matriculando-se em Teo-logia e Filosofia na Universidade, aparentemente para ser eclesiástico. No entanto transferiu-se para Direito e, em 1864 termina o curso. Também se entusiasmou pelo jornalismo e, em 1860, funda o jornal O Académico. Foi para Lisboa, onde se dedicou à advocacia até ao resto da vida. Entretanto colaborou, com artigos de crítica literária e de política em diversos periódicos, entre os quais O Viriato de Viseu, Comércio de Portugal, Jornal de Lisboa, Académico de Coimbra, Comércio de Lisboa, Jornal do Comércio, e Distrito de Beja. Também foi professor de Filosofia no Instituto de Ensino Livre de Lisboa. Foi ainda sócio de diversas agremiações científicas, estabelecendo a sua reputação de intelectual. Em 1878 concorreu à cadeira de História Universal e Pátria no Curso Superior de Letras, mas Teófilo Braga fez pesar a escolha para o candidato positivista. Foi, no seu tempo, o que melhor combateu o positivismo em Portugal. Como filósofo criou o panteísmo, sistema espiritualista concebido contra o panenteísmo de Krause, o pantiteísmo de Hegel e o positivismo de Comte, que pretende ser a conjunção harmónica da experiência da experiência da razão, sem exclusões nem dogmatismos. Obras principais: Princípios Gerais de Filosofia da História, 1878, e Princípios Gerais de Filosofia, 1897.
Morreu em Lisboa no dia 27 de Maio de 1895.

Américo Brito





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