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Edição de 13-05-2011

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Arquivo: Edição de 12-03-2010

SECÇÃO: Mirandela

Inquérito escolar revelou-se inconclusivo
Ainda ninguém sabe o que terá levado o jovem Leandro a atira-se ao rio

fotoVai ser a Inspecção-Geral de Educação a tentar esclarecer o que terá levado o jovem Leandro a atirar-se ao rio Tua. O inquérito escolar revelou-se inconclusivo. Para já, o inquérito policial também ainda não conseguiu apurar se o jovem se terá suicidado, por causa das agressões que, alegadamente, era vítima na escola, ou se não terá tido medido bem as consequências do acto.
As buscas para encontrar o corpo do menino de 12 anos que no passado dia 2 de Março se atirou ao rio Tua continuam sem produzir resultados. O corpo ainda não foi encontrado. Envoltas em mistério continuam também as circunstâncias em que o jovem se terá atirado à água. O inquérito aberto pela própria escola na sequência dos acontecimentos foi inclonclusivo, no entanto, o Ministério da Educação não vai dar o caso por concluído. Em declarações à imprensa na passada terça-feira, a própria ministra da Educação, referiu que o inquérito passará para as mãos da Inspecção Geral da Educação, no sentido de “recolher mais elementos para clarificar totalmente o que se passou”. “Há pessoas que ainda necessitam de ser ouvidas e o grau de abrangência do inquérito precisa de ser mais alargado”, explicou, por sua vez, ao JN, o responsável da Direcção Regional da Educação do Norte (DREN), António Leite, salientando que ainda é preciso apurar como foi possível a criança ter saído da escola. Além do processo, ao nível do Ministério da Educação, o caso originou também um processo judicial, a cargo da PSP de Mirandela. No entanto, segundo avançou o mesmo jornal, também neste processo não há conclusões definitivas. A polícia, que já terá ouvido dezenas de pessoas, entre alunos, professores e familiares da vítima, continua com dúvidas. Ou seja, se se tratou de um suicídio, que teria por base as agressões contínuas que o menino, alegadamente, seria vítima por parte de colegas, ou se Leandro não terá medido bem as consequências do acto. O processo deverá ser entregue ao Ministério Público na próxima semana. Enquanto isso têm decorrido várias homenagens a Leandro. Na segunda-feira, um grupo de pais promoveu uma caminhada de solidariedade. Os pais de Leandro também participaram. “Ele em casa nunca dizia nada, mas o irmão e os primos dizem que ele era agredido várias vezes”, contou, ao JN, a mãe de Leandro, que juntamente com a restante família está a ser acompanhada por psicólogos. Os custos estão a ser suportados pela Câmara.

Aluno do Liceu de Chaves ameaçado com uma faca por aluna de outra escola
Na quinta-feira da semana passada, um aluno do oitavo ano que frequenta o Liceu, em Chaves, terá sido ameaçado com uma faca por uma estudante mais velha e de outra escola da cidade. Ao que foi possível apurar, o incidente terá ocorrido no exterior da escola, junto à porta principal, cerca das 16h40. Antes da ameaça, os dois estudantes ter-se-ão envolvido em agressões mútuas, na sequência de um desentendimento entre o aluno e uma prima da estudante mais velha. Terão chamado “nomes” um ao outro. E a aluna terá decido pedir ajuda à prima. “Ele queria-se defender, mas faltava-lhe a força”, contou uma aluna que assistiu à briga, revelando que a estudante partiu os óculos ao aluno do oitavo ano e lhe rasgou a camisola. “Depois, ele, para se vingar, foi comprar ovos para lhe atirar, e ela foi atrás dele com uma faca. A sorte foi uma amigo dela ter-lhe batido na mão e ela ter deixado cair a faca”, contou a mesma testemunha. Lembrando que o incidente se passou no exterior da escola, o presidente do conselho executivo da escola, Fernando Castro, referiu que já tentou falar com o aluno do Liceu, mas que ainda não tinha conseguido. Questionado sobre casos de alegada violência entre alunos, Fernando Castro revelou que este ano “não tem havido grandes problemas”. “Não houve praticamente nenhum caso”, afiançou, revelando que, quando se verificam situações mais complicadas, são levantados processos disciplinares. “Normalmente, aplicam-se medidas correctivas, como obrigá-los a limpar as salas ou ajudar no refeitório. No entanto, quando é preciso também se aplicam medidas de suspensão”, concluiu Fernando Castro.





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