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SECÇÃO: Macedo de Cavaleiros
Os acessos alternativos intransitáveis devido à chuva
As obras no bairro da Bela Vista transtornam vida aos moradores
As obras de requalificação urbana que decorrem no Bairro da Bela Vista estão a transformar a vida de quem ali mora num permanente pesadelo. Devido ao movimento das máquinas e à abertura das valas para a instalação das infra-estruturas, foi cortado o trânsito pela rua principal do bairro. Os moradores são obrigados a utilizar um caminho que, além de enla-meado, por causa do mau tempo, é estreito e perigoso, pois é paralelo a um canal hidroagrícola, mas sem que haja qualquer protecção.
Este Inverno e o Natal deste ano não vão sair tão depressa da memória dos moradores do Bairro da Bela Vista. As obras de requalificação urbana que ali decorrem, além de lhes imporem a alteração de todos os seus hábitos de vida diários, ainda os obriga a suportar condições que os colocam em si-tuações de risco permanente. O exclusivo acesso ao bairro é feito através da única rua que existe e que é estreita. Se os moradores que decidem ir a pé para os seus empregos vêem a vida complicar-se devido às obras, porque têm de se sujeitar a caminhar pelas bordas da rua enlameada, os que têm de o fazer de carro são confrontados com inúmeras situações de risco: são obrigados a circular por um caminho alternativo, estreito e de piso escorregadio, onde não conseguem cruzar-se dois carros ligeiros. Além disso, parte desse percurso é feito através do caminho paralelo ao condutor-geral do aproveitamento hidroagrícola de Macedo de Cavaleiros, que não possui qualquer espécie de protecção. Uma simples derrapagem pode provocar a queda do carro no canal. Desde que aquele percurso alternativo começou a ser utilizado já ali ficaram atascadas seis viaturas, sendo uma a de uma senhora que veio passar o Natal com a família. Apesar de ali circular com carros de tracção às quatro rodas, nem o empreiteiro da obra conseguiu escapar a uma situação daquele tipo, tendo sido necessário recorrer a uma retroescavadora para desencravar a viatura que atascou. Talvez devido a este percalço, o empreiteiro mandou colocar uma camada fina de gravilha nos locais mais críticos, só que, tal como o Semanário TRANSMONTANO pôde constar, devido aos contínuos e prolongados períodos de chuva, tal medida revelou ser insuficiente. A população já deu conhecimento da situação ao presidente da Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros e à Câmara Municipal, mas nem uma nem outra tomaram ainda a iniciativa de colocar no caminho a camada de tubnan (mistura de gravilha, brita e terra) necessária para tornar a via minimamente transitável. Devido ao facto de parte dos moradores ser constituída por pessoas idosas teme-se que tais condições sejam impeditivas da intervenção de uma ambulância ou de qualquer outro meio de socorro. Segundo os moradores, neste momento, as pessoas só podem ser socorridas a pé.
Confrontando com a situação, o vice-presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Duarte Moreno, garantiu ter conhecimento oficial da situação. No entanto, o autarca prometeu deslocar-se ao local para se inteirar do problema, no sentido da sua posterior resolução.
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