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SECÇÃO: Montalegre
Iniciativa de grupo de transmontanos quer trabalho do pároco reconhecido pelo Presidente da República
Criada Petição a favor de condecoração do padre Fontes
Um grupo de transmontanos vai propor Chancelaria das Ordens Honoríficas Portuguesas a condecoração, por parte do Presidente da República, do padre Fontes. Em causa está o reconhecimento do trabalho do pároco na divulgação da cultura da região reconhecido. A organização do dossier que irá justificar a condecoração está em curso e na “net” já foi criada uma petição a favor da causa.
Em menos de 24 horas , mais de cem pessoas já tinham subscrito a petição a favor da atribuição de uma distinção de mérito por parte do Presidente da República (PR) ao padre Fontes, colocada na Internet, na passada segunda-feira à noite. A iniciativa foi lançada por um grupo de transmontanos e tem por base o trabalho do pároco em prol da divulgação da cultura da região de Trás-os-Montes, em geral, e de Barroso, em particular, nomeadamente no que diz respeito à preservação de tradições e costumes, bem como no que diz respeito à visibilidade que conferiu, “atraindo meios académicos e mobilizando a imprensa nacional e internacional” a este território. No entanto, a petição “on line” é apenas uma das iniciativas em curso para a condecoração pretendida, no âmbito da Ordens Honoríficas Portuguesas que, por tradição, são atribuídas no Dia de Portugal, pelo chefe de Estado. “A petição foi uma forma de alargar, à população em geral, a oportunidade de se expressar sobre o assunto”, explicou, um dos promotores da iniciativa.
Bispo de Vila Real de fora
Paralelamente, está em curso a organização de um dossier que sustenta a pretensão e que vai ser enviada à Chancelaria das Ordens Honoríficas Portuguesas, entidade que, a par do Conselho de Ministros ou de um qualquer ministro, de forma individual, pode propor ao PR a concessão da condecoração. Além do curriculum do pároco, do dossier constam pequenos textos de presidentes de Câmara da região e de outras personalidades do meio académico português e galego sobre a importância que teve – e continua a ter – a acção do padre Fontes como agente dinamizador da cultura barrosã e transmontana. Também foram solicitados testemunhos a vários membros da Igreja. O bispo de Vila Real, D. Joaquim Gonçalves, que sempre mostrou desagrado em ver o pároco envolvido em iniciativas pagãs, como o Congresso de Medicina Popular, ou as Sextas-Feira Treze, recusou, alegando falta de tempo e “jeito” para esse tipo de depoimentos. O Bispo de Setúbal vai colaborar.
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