Semanário Transmontano   
Versão normal " Versão acessível  

Edição de 13-05-2011

Seccões

 

Consulte o Arquivo

 

Arquivo: Edição de 20-11-2009

SECÇÃO: Vila Real

Conselho de presbíteros da Diocese de Vila Real contra actuação da GNR
Arresto do padre de Covas foi “acto montado para causar impacto social”

fotoO conselho de presbíteros da Diocese de Vila Real saiu em defesa do padre de Covas, detido por posse ilegal de armas. Em comunicado, emitido terça-feira, o orgão consultivo do bispo disse que o arresto do pároco foi “acto previamente montado para causar impacto social”.
O órgão consultivo da Diocese de Vila Real, presidido pelo bispo D. Joaquim Gonçalves, lançou, terça-feira, em comunicado, um duro ataque à actuação das autoridades no âmbito da detenção do padre Fernando Guerra, no mês passado. O pároco foi detido na sacristia da igreja de Covas do Barroso, na sequência de uma investigação da GNR de Chaves ligada a posse de armas ilegais. Na sequência da busca à residência do pároco, foram-lhe apreendidas 6 armas, três caçadeiras e três pistolas, centenas de munições, pólvora e ainda uma soqueira. Fernando Guerra, defendeu-se, em declarações à comunicação social, que as armas estavam em processo de legalização e justificou a quantidade de armas, com o facto de ser caçador e com a necessidade de se defender dos ladrões. No entanto, a investigação em curso da GNR já apurou que as armas estão mesmo ilegais e que o pároco nem sequer tem licença de caça.
No entanto, no documento, o conselho de presbíteros não faz qualquer referência ao alegado crime, alegando que deixa para as “autoridades respectivas o processo jurídico”, mas critica, desde logo, a oportunidade da detenção. “O Conselho lamenta que o arresto se tenha feito na manhã do domingo, com grande alarido e impedindo a celebração das três Missas”, lê-se no comunicado. Além disso, o órgão consultivo do bispo de Vila Real lamenta que, apesar de, na sequência da operação, terem sido constituídos quatro arguidos, “somente se referisse o nome do Padre”. Os sacerdotes também não percebem porque razão a operação foi levada a cabo por 30 agentes policiais e que alguns desses agentes se apresentassem encapuzados “a lembrar actos de terrorismo”, “sabendo que se tratava de um homem com 74 anos de idade”. O conselho critica ainda o facto de a totalidade das armas apreendidas aos quatro homens fossem “sistematicamente” apresentadas como se pertencessem apenas ao pároco. Por fim, estranha a presença da comunicação social no local e conclui que, “perante tais circunstância não se pode impedir de pensar que se tratou de um acto previamente montado para causar impacto social”. Ao que foi possível apurar, a decisão foi “unânime” entre os membros do órgão, cerca de 20. Terão faltado quatro, “por questões de doença”. “Nós não dizemos que tem culpa ou é inocente, não estamos a par de tudo, e é o tribunal que vai decidir, mas achamos que o caso foi instrumentalizado pela autoridades e pelos jornalistas”, disse um padre com assento no órgão.
A GNR recusou prestar declarações sobre as críticas, alegando que o caso está em segredo de justiça.





Topo

Símbolo de Acessibilidade à Web. [D]
Bobby WorldWide Approved AAA
Símbolo de conformidade nível A, Directivas de Acessibilidade ao conteúdo Web 1.0 do W3C-WAI

© - Powered by Ardina.com, um produto da Dom Digital.
Comentários sobre o site: .