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SECÇÃO: Desporto
Desportivo de Chaves volta a empatar
Liga Vitalis: Equipa flaviense não aproveitou superioridade numérica
Os comandados de Ricardo Formosinho voltaram a não vencer, continuando a não provar o sabor da vitória nesta liga Vitalis. O adversário foi o Portimonense, que se jogou com dez jogadores desde a meia hora de jogo. No entanto, nem assim os da casa conseguiram tirar proveito da situação.
Num jogo que opunha os extremos geográficos do país, os do Algarve entraram no jogo de forma a defender a liderança da prova, mas os da casa, desde cedo, mostraram vontade de conquistar a primeira vitória nesta competição.
Frequentemente pelos pés de Capuco, os anfitriões chegavam com alguma assiduidade junto da baliza de Ale, mas as investidas dos flavienses não tinham o melhor desfecho. Clemente, a passe de Danilo, atirou de primeira por cima e Capuco não deu melhor desfecho a uma autêntica fífia de Ale.
Por seu turno, os homens de Lito Vidigal, tinham em Pires uma seta apontada à baliza de Rego, o dianteiro do Portimonense podia mesmo ter inaugurado o marcador, não fosse ter escorregado na hora do remate na cara do guardião flaviense.
Mesmo com uma ou outra tentativa de aproximação à baliza do Chaves por parte dos forasteiros, eram os da casa que usufruíam de maior pendor ofensivo. Preferencialmente pelo flanco direito, onde Capuco desequilibrava de uma forma que levou a defensiva do Portimonense a cometer muitas faltas de forma a travarem o avançado do Chaves. Dessa quantidade de faltas resultou a expulsão de Nélson, ia decorrida meia hora de jogo.
O jogo dos algarvios ficou abalado com a perda de um elemento, permitindo ao Chaves aumentar o seu pendor ofensivo e aproximar-se cada vez mais da baliza dos contrários.
Fruto disso, na sequência de um pontapé de canto, quando estava prestes a terminar a primeira parte, os da casa chegaram ao golo. Carlos Pinto, num pontapé acrobático, pôs a sua equipa em vantagem e, nessa posição, foram para o intervalo.
Na segunda metade, os da casa entraram de forma muito apática e desconcentrada, já os seus opositores queriam inverter o rumo dos acontecimentos mesmo em desvantagem numérica.
Perto do minuto 55, num corte um pouco desajeitado de Lameirão, os forasteiros conquistaram um pontapé de canto. Na sequência, Pires, de cabeça, repôs a igualdade no marcador, ficando a ideia que o avançado do Portimonense saltou sobre as costas de Bamba. No entanto, o árbitro assinalou golo.
Com a igualdade reposta, o jogo tornou-se um pouco monótono, pois os anfitriões não conseguiam desfeitear a defensiva contrária mesmo com mais um homem em campo.
Nem mesmo com as alterações operadas de parte a parte, o encontro se tornou mais apetecível.
Só perto do final da partida, um lance voltou a causar agitação nos presentes. Diop, recente reforço dos trasmontanos, foi derrubado por Balu na área, o arbitro nada assinalou, motivando alguns protestos por parte dos flavienses.
O resultado acaba por ser um castigo justo para os da casa, pois não souberam gerir nem aproveitar a superioridade numérica desde a meia hora de jogo.
Edgar Pedreiro
Notação
Castanheira – 3
O experiente jogador voltou a ser o mais esclarecido dos flavienses e é mesmo caso para dizer: “em terra de cegos….”
No meio campo, mandou. Teve boa leitura de jogo, pôs a equipa a jogar, foi esforçado e ia repetindo a “gracinha” do chapéu. No estádio, ficou a dúvida se a bola entrou ou não na baliza, mas o certo é que não contou.
Rego – 3
Não teve uma manhã de grande trabalho, mas quando foi posto à prova respondeu de forma positiva. No golo, não tem qualquer culpa.
Danilo – 3
Esteve igual a si próprio. Bem a defender, sempre que arriscou e subiu para apoiar no ataque criou perigo.
Ricardo Rocha – 3
Foi o patrão da defesa. O central revela grande entendimento com os companheiros da defesa e mostrou o verdadeiro espírito de liderança.
Heslley – 1
Esteve em campo apenas 13 minutos. Viu um amarelo aos nove, sentiu-se mal e (uma indisposição) teve de ser substituído.
Eduardo – 3
Nunca comprometeu. No ataque, aventurou--se poucas vezes, mas a defender esteve perfeito.
Bamba – 3
Está a subir de produção. No desarme, esteve bem e, quando subiu, soube ganhar espaços para o remate.
Bruno Magalhães – 2
Uns furos bem abaixo do seu habitual. Falhou muitos passes, mas melhorou a sua produção na segunda parte.
Carlos Pinto – 3
De início apareceu demasiado nervoso e a falhar muitos passes, mas depois, com o passar do tempo, revelou-se fundamental no lançar do jogo.
Capuco - 3
Fez uma primeira parte de outro mundo. Jogou, fez jogar e desfez por completo a defesa do Portimonense, mas na segunda parte desapareceu por completo do jogo.
Clemente - 3
Criou algumas oportunidades e esteve bem na tarefa de baralhar os centrais. Esteve desamparado e saiu completamente esgotado.
Lameirão - 3
Substituiu Heslley e adaptou-se bem. Com Ricardo Rocha fez uma boa dupla, mas no lance do golo do Portimonense tem culpas. Aliviou mal quando estava sozinho.
Diop - 3
Ainda se nota alguma falta de entrosamento com o restante grupo, mas no jogo da sua estreia deixou boas indicações.
Vítor Silva – 2
É esforçado, mas demasiado perdulário. Teve nos pés duas oportunidades de golo, mas, à semelhança das duas 1ªs. jornadas, voltou a falhar.
Ricardo Formosinho (-)
Teve o pássaro na mão e deixou-o fugir. A sua equipa entrou bem no jogo, dominou e até criou diversas oportunidades. Saiu para o descanso em vantagem numérica e no marcador, mas não soube guardá-la. Na segunda parte, e já começa a ser hábito, o seu conjunto perde a chama.
Paulo Silva Reis
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