Semanário Transmontano   
Versão normal " Versão acessível  

Edição de 13-05-2011

Seccões

 

Consulte o Arquivo

 

Arquivo: Edição de 04-09-2009

SECÇÃO: Carrazedo de Montenegro

Além de um casal foi detido um indivíduo espanhol que seria o responsável pelo negócio
Plantação de canábis medrava no meio de campo de milho

fotoO Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves, com a colaboração do posto de Carrazedo Montenegro, deteve um casal de agricultores que camuflava num campo de milho cerca de 500 plantas de canábis de porte superior a metro e meio. No dia seguinte, após o depoimento do casal, foi detido um espanhol, que será o “patrão” do negócio.
A investigação decorria há mais de dois meses e culminou com a detenção e a apreensão das plantas, ao final da tarde da passada terça-feira.
Joaquim, de 57 anos, e Virgínia, de 53, são agricultores, naturais e residentes na aldeia de Silva, Carrazedo Montenegro, mas o local onde cultivavam as plantas de canábis, ficava no lugar da Ribeira da Fraga, a pouco mais de dois quilómetros da aldeia, numa zona de pinhal de difícil acesso, propriedade de Joaquim.
Os militares da GNR, apesar de saberem o que iam encontrar, ficaram espantados com a quantidade de plantas que o milho escondia e foram necessárias varias viaturas para transportar o canábis para o Destacamento Territorial da GNR de Chaves.
No total, foram apreendidas mais de 500 plantas, todas de porte superior a metro e meio de altura.
Joaquim e Virgínia, que ficaram detidos e pernoitaram nos calabouços da GNR de Chaves, não ofereceram qualquer resistência e colaboraram mesmo com as autoridades.
De resto, terá sido com base no depoimento de Joaquim e Virgínia que o NIC da GNR acabou por deter um indivíduo de nacionalidade espanhola, de 43 anos, que será o responsável pelo negócio. Segundo a versão do casal de agricultores, o indivíduo pagar-lhes-ia aproximadamente 400 euros pelo cultivo das plantas. O espanhol, Muñoz, com residência em Navarra e Pamplona, seria o responsável pela venda do produto e terá ficado de lhes entregar uma quantia superior quando arrancassem a totalidade da produção. Acabou por ser detido pela GNR, dando cumprimento a um mandado de captura sem flagrante, na quarta-feira, nas imediações de Carrazedo. Iria ver as plantas.
Ao início da tarde de quarta-feira, foram todos presentes ao Tribunal de Valpaços para primeiro interrogatório. À hora de fecho desta edição, o casal continuava a ser ouvido. O espanhol regressou ao posto da GNR. Exigiu um tradutor, que no dia não foi possível disponibilizar. Deverá ter sido ouvido no dia seguinte.
Segundo as autoridades, o produto desta detenção, a maior realizada em Portugal numa só busca, no mercado espanhol renderia uns milhares de euros.

População da aldeia surpreendida
Na aldeia de Silva, a notícia da detenção do casal caiu como uma bomba. Muitos nem queriam acreditar e, ao saberem que o produto seria vendido no País Basco, até tinham medo de falar. “Essa m… deve ser é para os da ETA se encherem de dinheiro e o Joaquim e a mulher deviam era estar a ser obrigados a tratar do cultivo”, disse um dos habitantes da aldeia que, para além de não se deixar fotografar, preferiu não revelar o nome.
“Para mim, foi uma surpresa e até me custa a acreditar. Sempre foram muito trabalhadores, boas pessoas e sempre disponíveis para ajudar nos trabalhos do campo. Nunca passou pela cabeça de ninguém que andassem metidos com essa gente das drogas”, disse outra das moradoras.





Topo

Símbolo de Acessibilidade à Web. [D]
Bobby WorldWide Approved AAA
Símbolo de conformidade nível A, Directivas de Acessibilidade ao conteúdo Web 1.0 do W3C-WAI

© - Powered by Ardina.com, um produto da Dom Digital.
Comentários sobre o site: .