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SECÇÃO: Montalegre
Espaço tornou-se num dos principais motivos de atracção da sede da vila
Mais de dez mil visitantes em dois meses
O núcleo sede do Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, já recebeu mais de dez mil visitas desde que abriu ao público dia 9 de Junho, tornando-se, assim, numa referência turística da sede da vila. O director da estrutura, David Teixeira, diz que se trata de um feito “fantástico”. O edifício, que resultou da remodelação de antigas casas existentes junto ao Castelo da vila, foi batizado com o nome do Padre Fontes, numa homenagem da autarquia ao pároco, pelo seu trabalho na divulgação do concelho. A inauguração oficial do museu teve lugar um mês depois da abertura pelo ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, que elogiou a obra e se mostrou impres-sionado com as novas tecnologias ao dispor do visitante no local. À entrada, por exemplo, existe uma mesa interactiva, onde o visitante poderá, desde logo, conhecer a sede da vila e o concelho a três dimensões, visualizando alguns pontos de interesse. Por sua vez, em ecrãs interactivos são exibidas imagens e sons das várias tradições do Barroso, como a matança do porco, por exemplo. E, no último piso, um chão interactivo, com um mexer de pé ou de mão, permite ver imagens de rostos do Barroso ou conhecer o calão local. Mas há mais. Na sala onde funciona o Posto de Turismo, uma das janelas também é interactiva. Mesmo com o museu encerrado, ao tocar-lhe os turistas poderão aceder a uma série de informação. “ao contrário dos outros museus, aqui o lema é toque”, lembra David Teixeira, referindo-se ao facto de as novas tecnologias obrigarem a uma forte interacção por parte dos visitantes. Os pólos do museu também têm registado um significativo número de visitantes. Em Salto, em meio ano, o espaço já teve 5.000 visitas. Em Pitões das Jú-nias, a média é de 3.000 pessoas por ano.
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