|
SECÇÃO: Macedo de Cavaleiros
Socialista fala em “pressões” e de “ofertas de emprego”
Rui Vaz acusa PSD de tentar impedir os outros partidos de constituírem listas nas aldeias
O presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista e candidato à presidência da Câmara, Rui Vaz, acusa o partido do poder de estar a “pressionar” pessoas para fazerem parte das listas do PSD a troco de “ofertas de emprego”, o que classifica de “jogo sujo” e “atentado à democracia” .
O SemanárioTRANSMONTANO tentou obter uma reacção a estas acusações, mas o líder da concelhia do PSD local, Carlos Barroso, encontra-se de férias.
Para o candidato socialista à Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Rui Vaz, “desprovidos que estão de uma estratégia séria, credível e construtiva”, os responsáveis do PSD pela elaboração das listas candidatas às juntas de freguesia “não olham a meios para atingir os fins”, ou seja: para manter “o seu estatuto de ‘poder’ lançaram mão da mais baixa das tácticas políticas e investem agora na recolha desen-freada e desmedida de assinaturas nas freguesias do concelho com a clara e exclusiva intenção de impedir que as restantes forças políticas possam constituir listas”. O candidato garante que tem conhecimento de dezenas de casos “concretos” em que “as pessoas são pressionadas” para fazer parte das listas do PSD”. E tudo isto a troco de ofertas de emprego e nalguns casos recorrendo a meios “de chantagem e coacção”, exemplificando com a existência de “pessoas que estão comprometidas com a promessa de emprego a familiares”. A este comportamento Rui Vaz dá o nome de “jogo sujo” e “atentado à democracia”.
Sendo certo e sabido por todos que “as listas são constituídas por apenas 14 elementos”, Rui Vaz desafia o PSD a explicar por que é que “em algumas freguesias está a constituir listas com 30 e 40 pessoas”. O vereador da oposição compreende que para salvaguardar a eventualidade de algumas desistências se procure angariar mais algumas assinaturas além das que são necessárias, mas nunca, em qualquer situação, de uma forma tão exagerada. Em seu entender, o método que está a ser utilizado pelo PSD “não é ilegal, mas é pouco democrático”: é que, tendo em conta o fenómeno de desertificação que afecta algumas aldeias, o objectivo do partido do poder é obstar a que os outros partidos constituam listas no maior número possível de freguesias.
Rui Vaz só encontra uma explicação para tal procedimento, que “tais senhores estejam com medo” por estarem a ser confrontados com o “trabalho e esclarecimento que o PS está a desenvolver nas freguesias, revelando-se, assim, cada mais, como uma alternativa apelativa e apetecível para a população do concelho e, como tal, ameaçadora da possibilidade da actual gestão se manter à frente dos destinos da autarquia”.
Com a denúncia destas situações, o candidato “rosa” pretende mostrar que está “precavido”, pois não esquece “que já noutros actos eleitorais houve situações de anormalidade” responsabilizando o poder pelo que sucedeu nas eleições para as direcções dos Bombeiros, da Associação Comercial e Industrial e do Agrupamento de Escolas. “Às pessoas que assinaram essas listas” diz para se prepararem porque vão ficar defraudadas na altura em que as mesmas forem afixadas. É que, “não vão lá ver os seus nomes, porque não são permitidos mais que 14 elementos”, sublinha. O Semanário TRANSMONTANO tentou obter uma reacção àquelas acusações, mas o líder da concelhia do PSD e vereador na autarquia, Carlos Barroso, que se encontra de férias, tinha o telefone desligado.
“Apesar das dificuldades”, o PS já tem listas constituídas em 38 freguesias e quatro plenários.
|