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SECÇÃO: Montalegre
Para definir contrapartidas das freguesias
Câmara suspendeu venda de escolas primárias
A Câmara Municipal de Montalegre suspendeu temporariamente o processo de venda, que anunciou recentemente, de onze escolas primárias desactivadas. A hasta pública estava marcada para a passada terça-feira, com preços base de licitação que variavam entre os 10 mil e os 45 mil euros, mas a autarquia acabou por cancelar o procedimento depois de três juntas de freguesia, já depois de anunciada a venda, terem dado indicações de terem planos para o património em causa. Além disso, o presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, justificou que a suspensão do processo foi igualmente decidida para que, antes da venda, sejam definidas as contrapartidas que cada freguesia receberá na sequência da alienação. “Queremos definir a percentagem que recebe a aldeia e a que fica para a Câmara, contrapartidas que serão igual para todas”, explicou Rodrigues, garantindo que ainda não está marcada a nova data para a venda dos edifícios em causa. Neste momento, em todo o concelho há mais de meia centena de escolas desactivadas, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar do concelho. O número deverá aumentar ainda mais depois de estar concluído o Centro Escolar em construção na sede da vila, um investimento na ordem dos 2 milhões de euros. Fernando Rodrigues acredita que “há, pelo menos, cerca de 40 escolas que serão vendidas”. De acordo com o autarca, algumas delas encontram-se dentro do perímetro urbano, pelo que poderão ser transformadas em espaços de habitação. As que estão fora, por beneficiarem do estatuto de pré-existências, embora com capacidade de ampliação reduzida, também podem ser alvo de readaptações.
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