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SECÇÃO: Foto de Feito

A dialéctica aplicada ao minuto que pode cair

fotoO relógio do Polis de Chaves é um exemplo prático da teoria dialéctica de Marx e Engels. Ensinaram aqueles filósofos que, o que hoje é novidade, amanhã é obsoleto. E que nada é eterno e tudo se transforma.
Pois bem encaixa a teoria ao relógio do Polis de Chaves. Foi novidade e, porque o era, foi inaugurado com pompa. Agora é um mamarracho degradado e inútil.
E porque o tempo tudo transforma, os dígitos que antes marcavam dias, horas e minutos, agora são imóveis e patéticos traços desconexos, prestes a desabar. E não será nada agradável, para quem passa, levar com um minuto parado na cabeça.
Mas porque o materialismo dialéctico prescreve ainda que tudo se transforma no seu contrário, também o estado moribundo do relógio confirma a invertida metamorfose marxista: transformou-se num vivo exemplo de como ainda se tratam os espaços públicos na nossa cidade.





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