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SECÇÃO: Douro
Para contornar problemas de tesouraria
Museu do Douro à procura de mecenas para custear programa cultural
Para elaborar aquele que foi o primeiro mapa da Região Demarcada do Douro, o barão de Forrester viu-se obrigado a pedir ajuda a todos os durienses. Mais de um século depois, e para “contornar a crise”, o Museu do Douro (MD) vai fazer o mesmo. Para conseguir levar a cabo o programa de comemoração dos 200 anos do nascimento deste inglês considerado uma figura central no desenvolvimento do Douro Vinhateiro e do vinho do Porto, o MD vai lançar uma campanha de angariação de mecenas, que, desta forma, ficarão com o seu nome associado ao Museu do Douro.
O Museu do Douro arrancou ontem com o programa de comemoração dos 200 anos do nascimento do barão de Forrester, o inglês que é considerado um dos maiores impulsionadores do desenvolvimento da Região do Douro e da dignificação do vinho do Porto. Além do lançamento de um vinho com o seu nome, a programação do dia de ontem incluiu também o descerramento de uma placa de homenagem ao barão na casa onde viveu na Régua e ainda a realização de uma mesa redonda à volta desta personagem, que contou com a participação do director do MD, Maia Pinto. Hoje, às 18h30, está prevista a inauguração da exposição conjunta “Metamorfoses Durienses”, uma ini-ciativa em parceria com o Conselho Cultural do Futebol Clube do Porto. No entanto, um dos pontos alto das comemorações, que se estendem ao longo de duas semanas, deverá acontecer precisamente no dia do enceramento da comemoração, a 7 de Junho, com a realização do concerto “Two Pianists”. Luís Magalhães e Nina Shumann, ele português, ela sul-africana, que apresentarão o seu novo disco, simbolizam a associação entre duas das mais conhecidas regiões vinhateiras do mundo: o Alto Douro vinhateiro e a região de Stellenbosch, na Península do Cabo (África do Sul), onde eles residem. Depois do concerto, haverá um “Almoço de Mecenas” concebido pelo conceituado chefe Miguel Castro Silva e cujo menu será harmonizado com vinhos de vários produtores durienses. De mecenas, sim. É que, até lá, o Museu do Douro vai desafiar os “durienses e os amigos do Douro vinhateiro” a ajudarem a custear os gastos com as actividades programadas, através de “apoios mecenáticos”. A ideia inspira-se no próprio barão inglês que, para conseguir elaborar o primeiro mapa da Região Demarcada do Douro, se viu obrigado a pedir a colaboração dos durienses.
Por entender que “a animação cultural no Douro vinhateiro é um factor crucial de afirmação desta região no panorama nacional e internacional”, o MD espera que o apoio dos durienses e amigos do Douro possa permitir patrocinar actividades futuras e, desta forma, contornar “dificuldades de tesouraria” que a instituição enfrenta e que inviabilizam a “concretização de projectos mais ambiciosos”.
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