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SECÇÃO: Vila Real
Falhas foram detectadas por inspecção da Refer
Linha do Corgo encerrou por falta de segurança
O único troço activo da linha do Corgo, entre Vila Real e o Peso da Régua, está encerrada desde quarta-feira, por questões de segurança. A decisão, que teve por base um relatório da Refer, foi comunicada, ao final da tarde de terça-feira, ao governador civil de Vila Real, Alexandre Chaves, pela própria secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. “A senhora secretária de Estado pediu-me que avisasse os presidentes de Câmara de Santa Marta e de Vila Real sobre a iminência do encerramento da linha por questões de segurança”, explicou Alexandre Chaves, acrescentando que a decisão foi tomada com base num relatório da Refer entregue à governante nessa mesma tarde. “Ao longo do percurso, a inspecção de qualidade que a Refer fez, detectou que a linha não estava nas melhores condições e de imediato mandou fechar a circulação ferrodoviária”, revelou o governador civil, garantindo que a ligação entre as duas cidades transmontanas irá agora ser assegurada por via rodoviária. Alexandre Chaves revelou também que, “de imediato”, e em colaboração com as autarquias irão ser elaborados os projectos necessários para devolver a segurança a linha. O governador civil, que participava na visita de Cavaco Silva, ao concelho de Vila Pouca de Aguiar, não soube, no entanto, precisar durante quanto tempo a linha estará encerrada.
A linha do Corgo, que comemorou cem anos em 2006, tem 26 quilómetros e é, sobretudo, utilizada por estudantes que vivem em localidades limítrofes dos concelhos de Vila Real ou e do Peso da Régua, para onde se deslocam para estudar. Para a localidade de Alvações do Corgo, por exemplo, o comboio era o único transporte público existente, uma vez que os autocarros não conseguem aceder à povoação por causa da estrada ser demasiado estreita.
Em Chaves, Cavaco Silva recusou comentar a situação. “A condução da política nacional do país cabe ao Governo. O presidente da república não tem instrumentos de política para actuar. O que ele faz é apontar caminhos, procurar que as pessoas não desanimem”.
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