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Edição de 13-05-2011

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Arquivo: Edição de 27-03-2009

SECÇÃO: Chaves

Presidente da República no bicentenário da reconquista da cidade aos franceses
Cavaco evocou a coragem dos flavienses há 200 anos para ultrapassar crise

fotoO presidente da República associou-se, na passada quarta-feira, à comemoração dos 200 anos da reconquista da Chaves às tropas francesas. E usou esse facto histórico para dizer ao país que, “se estivermos à altura dos nossos antepassados”, também poderemos vencer a crise. Depois, Cavaco Silva inaugurou uma exposição de Nadir Afonso e o Centro Cultural de Chaves.
“Os nossos antepassados mostraram-nos como é possível vencer as adversidades e conquistar a vitória em momentos difíceis. Temos de ser dignos do seu exemplo. Temos de estar à altura do seu espírito de sacrifício e da sua vontade de vencer”, disse, na passada quarta-feira, Cavaco Silva, que se associou à comemoração dos 200 anos sobre a reconquista da cidade de Chaves às tropas francesas. Mais tarde, Cavaco especificaria que lutas e que desafios é preciso vencer: “Os números de desemprego que estão a crescer de forma preocupante”. “Não podemos deixar de ficar tocados com os dramas pessoais”, referiu o presidente da República, avançando, de seguida, com outros desafio a ultrapassar: “o declínio das nossas exportações”, e o de “empresas a fechar...”. “Vale a pena seguir o exemplo dos nossos antepassados”, frisou, outra vez, Cavaco Silva.
Ainda a propósito da comemoração do bicentenário da reconquista da cidade às tropas gaulesas, Cavaco inaugurou um conjunto escultórico colocado junto à Muralha do Forte de São Francisco, onde há 200 anos tiveram lugar as lutas, e que homenageia o general que então liderou a tropas transmontanas, o General Silveira. A estátua , em bronze, do general, que surge em cima de um cavalo, sobre um bloco de granito, é da autoria do escultor Rui Anaori, e o painel de azulejos, onde são evocadas cenas da luta travada há dois séculos, é do pintor José Emídio.
A seguir, o presidente da República presidiu à inauguração de uma exposição do mais conceituado pintor flaviense, o mestre Nadir Afonso. “É preciso ter uma casa grande”, comentou Cavaco Silva em frente a uma das gigantescas telas que fazem parte da mostra “A emoção da Geometria”, patente na Biblioteca Municipal. A seguir, veio o banho de multidão. Num percurso, a pé, de quase um quilómetro, por uma das principais artérias da cidade, Cavaco distribuiu cumprimentos e autógrafos. “Bom dia a todos!”, repetia. Aos mais novos, sobretudo, distinguia com beijos e perguntava o nome. “Olha a juventude de Chaves!”, atirava. Seguiu-se o descerramento da placa inaugurativa do Centro Cultural de Chaves, que nasceu a partir da antiga estação de comboios. No discurso que proferiu, o presidente da Câmara de Chaves, o social-democrata João Batista, referiu que “Chaves ultrapassou a fase do lamento e que vive momentos de afirmação”. E lembrou ao chefe da nação duas reivindicações: a criação de uma unidade local de saúde, “a melhor resposta as necessidades locais” e que implica a desitegração do Hospital de Chaves do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes; e o investimento no Alto Tâmega de parte das contrapartidas que o Governo vai receber da empresa que vai construir nesta sub-região transmontana 4 barragens, no âmbito do Plano Nacional de Barragens.

Cavaco surpreendido com busto
Quando estava já a terminar a visita de Cavaco Silva ao Centro Cultural de Chaves, Mário Valpaços, conhecido pelas construção de miniaturas de casas do centro histórico da cidade, tentou aproximar-se do presidente da Republica. Valeu a “cunha” da mulher do presidente da Câmara de Chaves, que chamou a atenção de Baptista para o facto de Mário de Valpaços querer mostrar a sua exposição ali patente ao chefe da Nação. A comitiva voltou para trás e, no interior da sala de exposições, Cavaco foi surpreendido com um busto seu. Feito em barro. Mas o que o presidente da República acabou por levar para casa como recordação do autor foi uma cena representativa de uma segada. “Muito obrigada!”, disse Cavaco. “Nunca mais vou esquecer este dia”, referiu o artista.

Em Vila Pouca Cavaco mostrou ao país uma empresa de sucesso
fotoEm Vila Pouca de Aguiar, onde esteve um dia antes, Cavaco Silva defendeu que se não houver uma atenção especial às Pequenas e Médias Empresas (PME’s), será difícil evitar a subida do desemprego”. “E eu vim aqui precisamente para evidenciar um caso de uma PEM de sucesso, que exporta e que não está a pensar reduzir o número de trabalhadores”, referiu Cavaco Silva, depois de visitar a Transgranitos, uma empresa sedeada em Telões, Vila Pouca de Aguiar.
Antes, na sede do concelho, Cavaco Silva procedeu à inauguração da requalificação do Palacete Silva, que agora alberga vários serviços municipais, e onde, mais uma vez, falou sobre a importância das PME’s para o país sair da crise. “Sem o seu contributo não conseguiremos vencer a crise”, disse, lembrando que elas representam 97 por cento do total de empresas do país. O presidente da Câmara de Vila Pouca, Domingos Dias, aproveitou para fazer algumas queixa do Governo, nomeadamente o encerramento nocturno do centro de saúde e do posto da GNR.





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