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Edição de 13-05-2011

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SECÇÃO: Desporto

Futebol: Eleições vão realizar-se já amanhã
Mário Carneiro quer voltar à presidência do Grupo Desportivo de Chaves

fotoMário Carneiro quer voltar à presidência do Grupo Desportivo de Chaves. A candidatura, acompanhada de uma lista com 92 assinaturas de apoio, foi entregue na passada segunda-feira, a 5 minutos de da hora limite para entrega de listas. As eleições, com apenas uma lista a ir a votos, são já amanhã.
Depois da Assembleia-Geral Ordinária de sexta-feira da semana passada, onde foram aprovados com maioria, apesar de alguma contestação, o Relatório e Contas da actual Comissão Administrativa, as atenções voltaram-se para o final do dia de segunda-feira, altura em que terminavam a prazo de entrega de listas para a direcção do clube. A actual Comissão Administrativa, liderada por Marcelo Delgado, já tinha mostrado intenção em deixar os destinos do clube. Mário Carneiro, um “velho” conhecido da casa, que já foi director e mais tarde presidente, começou a ser um nome mais falado para voltar ao clube. A hipótese acabou por se confirmar quando faltavam apenas cinco minutos para terminar o prazo de entrega de listas.
A candidatura foi entregue, em mão, por Fernando Nogueira, mandatário da lista de Luís Mário Carneiro. Foi a única e obriga à realização do acto eleitoral, que vai decorrer amanhã (sábado, 21 de Março), na secretaria do Estádio Municipal de Chaves.
Luís Mário Carneiro apresentou para o Conselho Fiscal o nome de Rui Carvalho Martins e para a Assembleia-Geral Artur Cabugueira.
Depois de ter estado no comando dos destinos do clube em 2005, Mário Carneiro deu o lugar à actual Comissão Administrativa, mas as relações nunca foram as melhores.
Agora, Mário Carneiro está disposto a regressar. O Semanário TRANSMONTANO quis saber quais são os seus objectivos. O candidato começou por explicar os motivos da candidatura: “Como os associados mais ligados ao Grupo Desportivo de Chaves se recordam, em 2004, realizaram-se 5 Assembleias Gerais, devido ao facto de a apresentação do Relatório e Contas não ter, como era obrigatório, a concordância do Revisor Oficial de Contas, que colocou muitas reservas, pelo facto de não existirem documentos de suporte da contabilidade no Clube. Depois de muita discussão e, quando o prazo de inscrição do Clube nas competições estava a terminar, aceitei encabeçar uma Comissão Administrativa para que o Clube pudesse participar na Liga de Honra. A época tinha terminado com graves problemas financeiros e com salários em atraso. Foram emitidos cheques pré-datados para pagamento, a partir de Agosto, mas sem cobertura orçamental. Foi difícil gerir o Clube até que uma Providência Cautelar veio impedir a Comissão Administrativa de receber as transferências do Contrato-Programa celebrado com a autarquia, pondo em causa, de novo, o pagamento dos salários aos atletas e treinadores do Clube. Para ultrapassar este problema entendemos que, no interesse do Clube, seria melhor encontrar uma solução directiva que passasse por novos dirigentes que pudessem ultrapassar algumas incompatibilidades pessoais. Encontrada a solução, para 2005, através de alguém que conhecia a vida do Clube, pois fazia parte do Conselho Fiscal, entenderam dar seguimento, como Direcção, para o biénio 2006/2008, propondo-se a sufrágio com um programa que, em nosso entender, poderia ter tido uma diferente e mais significativa concretização. O facto de se poder colocar, de novo, um impasse directivo, que em nada contribuiria para a resolução dos problemas, ainda existentes, decidimos avançar com uma candidatura”. Em relação aos objectivos, Mário Carneiro referiu que “são os que a conjuntura desportiva, social e económica impõe: Apostar na formação dos jovens do concelho e da região, dinamizar e fomentar a prática de diferentes modalidades desportivas, aproximar o clube dos seus associados e manter o clube como o grande aglutinador das comunidades de emigrantes espalhadas pelos quatro cantos do mundo”. Questionado sobre a hipótese da sua candidatura ter como objectivo resolver o seu próprio problema com o Clube, ou seja a dívida do Clube que, tal como outros dirigentes, está a ser obrigado a suportar, sequência do empréstimo, Mário Carneiro fez questão de referir que esta candidatura não é para poder resolver o seu problema e dos seus antigos dirigentes.
“Como é público, os ex-dirigentes que em 1998/2000 estiveram na direcção e que, para fazer face às necessidades do Clube, pagamento de salários e impostos, tiveram que recorrer a uma instituição bancária passam, hoje, por dificuldades e problemas que não são seus. Com certeza que sinto que o problema está a afectar a vida pessoal e profissional das pessoas que se entregaram de corpo e alma, dando o melhor de si, para o bem do clube da sua terra e que essa injustiça deve ser reparada, mas ninguém de bom senso, pode pensar que isso se resolve, apenas, com a candidatura à direcção do Clube”, garantiu o candidato.
Mário Carneiro garante ainda que um dos pilares fundamentais da sua candidatura será a aposta nos jovens do concelho e da região para que, a médio prazo, a equipa de futebol sénior seja constituída por jovens da região”.
Tal como a grande maioria dos associados, o Semanário TRANS-MONTANO quis saber quem vai fazer parte desta direcção, se confia no treinador Leonardo Jardim e se se confirmam os rumores de que o antigo capitão Paulo Alexandre vai ser o director desportivo. Mário Carneiro respondeu assim: “O Clube tem, neste momento, uma Comissão Administrativa e está envolvido numa competição muito importante que vai decidir o futuro imediato da sua participação nas competições desportivas pelo que qualquer referência que pudesse desviar a atenção dos objectivos propostos seria inoportuna”.
O acto eleitoral realiza-se amanhã (sábado, dia 21) e a mensagem de Mário Carneiro é de que a votação é muito importante para que uma direcção possa sentir o apoio necessário para enfrentar os problemas que os clubes de futebol e a própria sociedade atravessam. “A avaliação do trabalho realizado pelas direcções faz-se no final do mandato, agora é tempo de união de todos os que, verdadeiramente, gostam do Grupo Desportivo de Chaves”, concluiu o candidato.





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