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Edição de 13-05-2011

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Arquivo: Edição de 26-12-2008

SECÇÃO: Douro

Equipamento foi inaugurado no passado sábado
Sócrates quer Museu do Douro com oferta de “primeiríssimo plano”

fotoNão só na região onde está implantado, mas no país e até além fronteiras. É assim que o primeiro-ministro quer ver projectado o Museu do Douro. Na cerimónia de inauguração, Sócrates apelou ainda à união entre autarcas e entidades privadas para potenciar a oferta cultural do Douro.
“Foi um longo caminho para aqui chegarmos”, disse o primeiro-ministro, José Sócrates, na inauguração do Museu do Douro, no passado sábado. E, de facto, assim foi. Desde que foi publicada, em Diário da República, a lei ( que teve por base um projecto apresentado pelo actual Governador Civil de Vila Real, António Martinho, na altura deputado) que criou esta estrutura passaram onze anos. De avanços e recuos. Não admira, por isso, que José Sócrates tenha falado em “odisseia”, para se referir ao longo caminho que foi necessário percorrer até à execução deste projecto. O Museu do Douro, uma obra de 5, 2 milhões de euros, será o primeiro museu núcleológico do país. Além da sede, está prevista a construção de onze núcleos em vários concelhos da região. No discurso de inauguração, Sócrates garantiu o apoio financeiro ao Museu do Douro, mas com a “condição” de este apresentar sempre uma “oferta cultural de primeiríssimo plano em Portugal”. “[O Museu] É do Douro sim, mas é nacional. Este equipamento pretende afirmar o Douro no país, mas quer também competir com a melhor oferta cultural internacional”, sublinhou. Nesse sentido, o chefe do executivo defendeu que os autarcas e os privados que se uniram para criar a Fundação do Douro terão de agir “em conjunto e em rede” para “potenciar” a oferta cultural do Douro. O mesmo defendeu António Sarsfield Cabral, presidente da Fundação do Douro, que referiu que o Museu do Douro apenas poderá cumprir o seu objectivo de ser um “museu de território”, e ser “relevante no desenvolvimento da região do Douro e contribuir para a qualidade de vida das pessoas”, se os responsáveis públicos e privados se “unirem”. “Cumpram com os compromissos assumidos com o museu, unam-se em torno deste projecto e apoiem sem hesitações”, apelou, em especial, Sarsfield Cabral, aos autarcas fundadores. Mas o facto é que na inauguração foi notada a ausência do presidente da Câmara de Lamego. O Museu do Douro está instalado na antiga Casa da Real Companhia Velha, no Peso da Régua, e recebe, como primeiras exposições, uma mostra sobre o barão de Forrester e uma exposição de pintura do artista Tito Reboredo.





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