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Edição de 13-05-2011

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SECÇÃO: Chaves

Queixumes em dia de aniversário
Bombeiros de Vidago sem dinheiro para terminar obras do quartel

fotoAs obras de alargamento do quartel dos Bombeiros de Vidago foram divididas em três fases para, desta forma, ser mais fácil conseguir apoio do Governo. Em 2005, avançou parte da obra e em 2006 a segunda fase. A terceira deveria avançar em 2007. Acontece que, entretanto, a legislação alterou e, agora, a corporação só terá direito a subsídios para este fim dentro de quase uma década. Inconformado, no dia em que a corporação festejou o 41 aniversário, o presidente dos Bombeiros acusou o Governo de falta de “vontade política” para resolver o problema.
Se depender do Governo, as garagens do quartel dos Bombeiros de Vidago só terão portas dentro de cerca de dez anos. O mesmo período que demorará a criação, no mesmo edifício, de uma camarata feminina e de uma sala de formação. A nova legislação relativa a apoios a conceder pelo Governo às corporações de Bombeiros, nomeadamente no que diz respeito a pequenas beneficiações ou ampliações, só permite apoios às associações humanitárias que não tenham sido apoiadas para este fim nos últimos dez anos (Portaria nº1562 de 11 de Dezembro de 2007). Acontece que o quartel de Vidago foi financiado pelo Governo para obras de alargamento, em 2004 e 2005, num total de 72 mil euros. No entanto, a obra não ficou concluída, era suposto uma nova fase e um novo financiamento, que, no entanto, agora a nova legislação não permite. Aliás, a obra foi faseada precisamente por, desta forma, ser mais fácil obter apoio do governo, isto no âmbito da anterior legislação.
O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Vidago não se conforma, sobretudo, porque considera estar em causa uma “insignificância” e , por isso, diz estar perante uma situação de falta de “vontade política” para resolver o problema. De acordo com Francisco Oliveira, estão em causa apenas 60 por cento de 80 mil euros, uma vez que a Câmara Municipal de Chaves está disponível para assegurar os restantes 40 por cento, como aconteceu nas primeira e segunda fases do alargamento. “Não podemos estar sempre a sacrificar as populações, quando esta é uma competência do Governo”, defende Francisco Oliveira, lembrando, de resto, que a corporação a que preside já muito tem feito sem a ajuda do Governo, nomeadamente, exemplificou, ao comprar 12 viaturas com “zero por cento de comparticipação do Estado”.
Além desta reivindicação, em dia de aniversário, o presidente e o comandante da corporação vidaguense aproveitaram também para lembrar que têm um carro de combate a incêndios florestais com 15 anos. “Cada vez que sai para o terreno vai parar à oficina”, revelou Francisco Oliveira, reclamando a sua substituição .

Benemérito que ofereceu ambulância homenageado

Os Bombeiros de Vidago aproveitaram ainda a comemoração do 41 aniversário para homenagear o emigrante de Vila Boas que há alguns meses ofereceu à corporação uma ambulância de emergência novinha em folha, no valor de 52 mil euros.
Além da medalha de prata da Associação, a corporação colocou na sede dos Bombeiros um quadro do arquitecto João Guedes, residente nos Estados Unidos da América, da autoria do pintor flaviense Mário Lino, e ainda descerrou uma placa alusiva à homenagem.





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