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Edição de 13-05-2011

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Arquivo: Edição de 21-11-2008

SECÇÃO: Macedo de Cavaleiros

Eleições da próxima segunda-feira prometem ser renhidas
Associação Comercial disputada por duas listas

fotoEstão marcadas para a próxima segunda-feira as eleições para os corpos gerentes da Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros (ACIMC). Há duas listas, uma liderada por António Cunha, que se submete a sufrágio para um terceiro mandato, e a outra encabeçada por Carlos Camelo, que já fez parte da direcção durante os mandatos de António José Vaz e Rui Vaz. O primeiro promete dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos seis anos, enquanto o segundo se propõe “restituir a dignidade e o papel fundamental que a instituição teve noutros tempos”.
Pensa-se que as eleições para a direcção da Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros (ACIMC) não vão assumir os contornos de confronto político que rodearam as eleições nos Bombeiros no dia 5 do passado mês de Março, mas nem por isso vão deixar de ser renhidamente disputadas. Ambos os candidatos afastam a ideia de terem qualquer relação com qualquer uma das duas forças partidárias (PSD e PS) que localmente alternam o poder autárquico, mas quem vai votar sabe o que cada uma das listas representa. Embora ambos os candidatos afirmem o contrário, os objectivos de cada uma das listas são claros, tendo em conta os nomes das pessoas que as compõem e dos apoios com que contam, não deixando margem para dúvidas de que o horizonte desenhado tem como pano de fundo as eleições autárquicas do próximo ano.
Para a lista liderada por António Cunha, o actual presidente, está em causa um projecto iniciado há seis anos e ao qual entende que deve ser dada “continuidade”. Para a sua direcção, a prioridade é “manter a estabilidade financeira cimentada” neste período. Para isso, considera “ser essencial continuar a política de angariação de novos sócios”, seguida desde que assumiu a liderança da instituição. “Consciente” do que o espera, acha que fez “um bom trabalho” e que, “como resultado disso”, ganhou “credibilidade junto das outras associações empresariais do distrito”, com as quais diz “manter excelentes relações institucionais”. Na sua perspectiva, a sua candidatura “é a melhor forma de poder corresponder ao apoio que tem recebido dos sócios ao longo dos últimos seis anos”.
Por sua vez, Carlos Camelo pretende “restituir à instituição outra vitalidade e alguma da dignidade perdida, nos últimos anos, representando isso, no fundo, a forma de devolver a Associação Comercial aos sócios”. Para o candidato, “é essencial que a instituição retome o papel fundamental que já teve noutros tempos, em termos de desenvolvimento do concelho, no contexto da região”. Em termos directivos, a sua lista apresenta-se com “pessoas novas”, com as quais “pode trabalhar, imprimindo uma nova dinâmica de de trabalho de grupo, filosofia esta que a actual direcção não pratica”. Em sua opinião, “ao contrário do que tem sido feito, é tempo de começar a pensar mais nos sócios”, dando o exemplo de que “os outros órgãos eleitos também têm uma palavra a dizer quando se trata de tomar decisões importantes para a instituição”.
Para avaliar a importância que os resultados desta eleição representam para o concelho, basta recordar o papel que a Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros tem representado para o tecido económico e social do município, para além da acção pioneira que desenvolveu em prol do associativismo empresarial do distrito. E o exemplo dessa acção é a organização da Feira de S. Pedro, que este ano comemorou 25 anos de existência.

Os nomes das listas

A lista liderada por António Cunha, tal como em 2005, conta com António Fernandes, da Oficina Fernandes como candidato a vice-presidente, com o comerciante Luís Gonçalves, para presidente da mesa da Assembleia- Geral, e o contabilista José Sarmento, para presidir ao conselho fiscal.
A lista de Carlos Camelo apresenta como candidato a vice-presidente o produtor agro-florestal Helder Fernandes, para presidente da mesa da Assembleia – Geral, o médico Mário Mesquita, para presidir ao conselho fiscal e o solicitador Armando Mendes.





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