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SECÇÃO: Bragança
Adão Silva diz que a decisão vai ter “consequências graves”
Deputado do PSD teme “esvaziamento”da delegação da Estradas de Portugal
A delegação de Bragança da Estradas de Portugal pode vir a perder competências e funcionários. A denúncia é feita pelo deputado do PSD na Assembleia da República pelo distrito de Bragança, Adão Silva, que teme “consequências graves”.
Depois da passagem a sociedade anónima, a Estradas de Portugal está agora a organizar-se em centros operacionais. O da região Norte, vai ficar sedeado em Vila Real e, para além deste distrito, abrange ainda Braga, Bragança e Viana do Castelo.
Para Adão Silva, a constituição desse centro operacional vai ser feita à custa do esvaziamento das delegações distritais. “Vão ser canalizados meios e vão ser enviadas para lá as pessoas, retendo funções e competências”, afirma, acrescentando que a delegação “vai ser esvaziada a favor de um serviço mais central”.
Por isso, quer esclarecimentos por parte do Ministério das Obras Públicas para saber “qual o número de funcionários, as funções, os meios e as competências que vão sair de Bragança”.
Para o social-democrata, esta situação vai implicar o reencaminhamento para Vila Real de funcionários que trabalham na delegação de Bragança da Estradas de Portugal. O destino de outros deverá, no entanto, ser a reforma antecipada ou a chamada mobilidade especial. Adão Silva não tem dúvidas de que este esvaziamento pode levar ao esquecimento de alguns problemas com a rede viária do distrito de Bragança. “Este centro operacional vai gerir os investimentos em reabilitação e manutenção de estradas e, se vai ser assim, fica mais distante a capacidade de fazer investimento no distrito”, refere, acrescentando: “Está mesmo a ver-se que Bragança vai ficar cada vez mais periférica no processo de distribuição de investimento para a melhoria de estradas”.
O deputado lamenta ainda que esta situação seja mais um contributo para o esvaziamento demográfico do distrito de Bragança.
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