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SECÇÃO: Ribeira de Pena
Condutor foi detido pouco tempo depois
Atropelou casal mortalmente e fugiu
Na passada terça-feira à noite, um casal foi atropelado mortalmente em Ribeira de Pena. José e Firminia iriam na berma da estrada a caminho de casa. O condutor fugiu, mas acabou detido. Foi traído pela matrícula deixada no local. Teria álcool a mais.
O atropelamento terá ocorrido antes das 23h00, na rua Camilo Castelo Branco, que é, no entanto, uma estrada de acesso a aldeias do concelho. José e Firminia Pereira e um primo iriam para casa de um familiar depois de terem estado num café nas imediações. O primo do casal terá sido a única testemunha e terá escapado porque, ao aperceber-se que a viatura, que vinha em sentido contrário, ia em direcção a eles, se consegui desviar. “Ele disse que ainda lhe gritou: “fugi que o carro mata-nos’”, contou o dono do café onde o casal e o primo estiveram até às 21h40. No entanto, quando alguns moradores das imediações chegaram ao local, o primo do casal estaria em estado de choque e não conseguiria contar o que se passou. “Nem gritava, nem dizia nada. Estava ali pasmado!”, recordou um morador, que se apercebeu do sucedido com o “estrondo” provocado pelo embate. O condutor do carro pôs-se em fuga. “Primeiro, apagou as luzes, mas de pois arrancou”, contou o mesmo morador. Acabaria, no entanto, detido pela GNR local pouco tempo depois. Foi traído pela matrícula do carro, que caiu na estrada com o embate. Trata-se de um homem de 30 anos, natural da aldeia de Sobreira, no mesmo concelho. Segundo fonte da GNR, teria uma taxa de álcool no sangue superior à permitida por Lei. O carro não teria seguro, nem vistoria. O jovem tinha, no entanto, grande experiência na condução. Trabalhou para uma empresa que fazia transporte de pessoas para o estrangeiro e, há dois anos a esta parte, é camionista. Agora estaria de férias. Ao que foi possível apurar, já foi constituído arguido.
O local onde ocorreu o acidente é uma recta. No entanto, a visibilidade à noite é reduzida. As lâmpadas de três dos postes eléctricos no local estão fundidas, confirmaram, ao Semanário TRANSMONTANO, várias pessoas.
Vítimas residiam em Lisboa
José e Firminia Pereira, de 53 e 60 anos respectivamente, residiam em Lisboa há muitos anos. Só vinham a Ribeira de Pena, de onde José era natural, nas férias e por altura do Natal e da Páscoa. Ficavam alojados em casa de uma prima. Como seria habitual, segunda-feira à noite terão ido tomar café e dar uma volta pelo centro da vila. O regresso a casa foi-lhes fatal.
Quando os bombeiros de Ribeira de Pena chegaram ao local, Firminia estava inanimada. José estava consciente, mas acabaria por sucumbir, a caminho do Hospital de Vila Real, vítima de paragem cardíaca. Firmínia também não reagiu às tentativas de reanimação.
(*) com Sónia Domingues
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