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SECÇÃO: Chaves
Empresa flaviense já produz mais de dois mil litros diários
Biodiesel já não chega para as encomendas
Além dos restaurantes, a empresa flaviense que produz biodiesel a partir de óleo alimentar usado vai começar também a recolher este resíduo junto dos consumidores domésticos. Para o efeito e numa pareceria com a Câmara Municipal, vai colocar quatro “oleões” na via pública, onde as pessoas poderão despejar os óleos que usam nos fritos. Criada há menos de um ano, a produção da “Supermatéria” já não chega para as encomendas. Os clientes aumentam à medida que sobem os preços dos combustíveis tradicionais.
A empresa flaviense “Supermatéria” é um caso raro nos dias que correm. Tem mais clientes que produto para vender. E, ao contrário da maioria da indústria, quanto mais o gasóleo e a gasolina aumentam mais negócio faz.
Instalada há menos de um ano no Parque Empresarial de Chaves, em Outeiro Seco, a “Supermatéria” produz biodiesel a partir de óleos alimentares usados e não só.
Os últimos aumentos dos combustíveis tradicionais “quadruplicaram” a procura. Ao que o Semanário TRANSMONTANO conseguiu apurar, muitos dias a empresa vê-se obrigada a recusar clientes e já nem sequer abre ao sábado, como inicialmente. A produção diária já ultrapassa os dois mil litros. O preço é de um euro por litro. Além de mais barato, o biodiesel é considerado muito menos poluente.
No entanto, agora, além de recolher os óleos provenientes dos restaurantes, a empresa vai passar também a fazer recolha de óleos domésticos. No âmbito de um protocolo com a Câmara, a “Supermatéria” vai colocar quatro oleões na via pública, onde as pessoas poderão depositar os óleos. Cada reservatório, a colocar no Bairro dos Fortes, no Bairro Social dos Aregos, no Bairro do Pessegueiro e no CinoChaves, tem capacidade para 200 litros. Por seu lado, a autarquia irá distribuir material informativo aos moradores, no sentido de incentivar o maior número de pessoas à participação nesta iniciativa, bem como às boas práticas ambientais.
“É o combustível do futuro”
O feirante José Carlos Fernandes, natural do Minho, mas residente em Vila Pouca de Aguiar, já utiliza biodiesel há cerca de 4 anos. Na altura, a produção do combustível era feita de forma clandestina. Anteontem, aproveitou o facto de ter ido a Chaves fazer a feira para atestar o depósito da carrinha. Nos 56 litros que meteu poupou mais de 20 euros. “É o combustível do futuro!”, concluiu.
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