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SECÇÃO: Região
Serviço de apoio à criação e desenvolvimento de empresas poderá arrancar em Setembro
Trás-os-Montes vai ter Centro de Inovação Empresarial
Até ao final do ano, deverá abrir em Vila Real um Centro de Inovação Empresarial para a região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Estas estruturas são financiadas pela União Europeia e, através de uma equipa técnica multidisciplinar, prestam apoio para a criação de novas empresas e ajudam a desenvolver as já existentes.
Há já alguns anos que se fala na criação de um BIC, Businness Inovation Centre, ou, em português, um Centro de Inovação Empresarial, em Trás-os-Montes e Alto Douro. No entanto, alguns problemas de conjugação de vontades entre as várias entidades intervenientes atrasaram o processo.
Agora, está confirmado. Até ao final do ano, deverá abrir um BIC, que pretende ajudar a desenvolver o tecido empresarial na região.
Segundo Victor Sá Carneiro, presidente da Associação dos Centros de Empresa e Inovação Portugueses, tudo se encaminha para que no mês de Setembro, ao que tudo indica, se concretize o processo de criação do BIC de TMAD, que nada mais é do que “um centro onde se disponibiliza ajuda e conhecimento para quem quer montar uma empresa e também ajuda no desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (PME’s)”.
Os BIC’s contam com a certificação da União Europeia, que promove a criação destes centros, numa lógica de estimular o empreendedorismo e a inovação.
Em Portugal, existem já sete centros deste género, todos eles devidamente certificados.
Em Trás-os-Montes tem sido mais “complicado” introduzir este novo conceito, uma vez que as pessoas que representam empresas e entidades pensam numa “lógica de curto prazo”, pensando primeiro no que poderão “ganhar pessoalmente” com o apoio ao BIC, mostrando algumas preocupações a nível dos estatutos e os cargos de direcção. Mas, ao fim de cerca de quatro anos, Victor Sá Carneiro garante que tem já cerca de 80 promotores interessados em envolver-se na criação deste BIC, viabilizando finalmente o projecto.
A Associação Académica da UTAD juntou-se ao projecto por ser do “maior interesse” dos alunos da academia. Tiago Sá Carneiro, presidente da direcção da AAUTAD, considera que a “empregabilidade e o empreendorismo” têm de ser desenvolvidos na região. E como, neste momento, não existem soluções para os alunos “desenvolverem e criarem as suas próprias empresas”, faz “todo o sentido” a inclusão da AAUTAD como promotora do BIC.
A inovação é uma das marcas que os projectos ou PME’s já cria-das deverão ter, para conseguir o apoio do BIC, que contará com “equipas técnicas experimentadas e multi-disciplinares”, que ajudarão na concretização e desenvolvimento dos projectos.
Para aceder ao BIC, os empreendedores apenas pagam uma “taxa”, porque os BIC’s são “instituições sem fins lucrativos”, e a taxa apenas serve numa lógica de “responsabilização”. No entanto, o presidente da Associação sublinha que “nenhum projecto bom irá ficar no papel por falta de dinheiro”.
Em princípio, a sede do BIC de TMAD irá ficar instalada em Vila Real, uma vez que este é o “centro da região onde tem maior massa crítica e de empresas”.
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