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Edição de 13-05-2011

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SECÇÃO: Nordeste

Suporte Básico de Vida em vez de Suporte Imediato de Vida
Novas ambulâncias inferiores às prometidas

fotoOs concelhos de Miranda do Douro e Torre de Moncorvo receberam, na passada sexta-feira, duas ambulâncias de socorro pré-hospitalar, contrapartidas pelo futuro encerramento dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP’s) dos concelhos em causa. Mas, em vez das ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) que estavam anunciadas, entraram em funcionamento ambulâncias de Suporte Básico de Vida (SBV).
Na sexta-feira da semana passada, chegou aos concelhos de Miranda do Douro e Torre de Moncorvo prometido reforço na rede de transporte de emergência pré-hospitalar, para atenuar as consequências do encerramento dos SAP’s: duas ambulâncias. No entanto, as viaturas que chegaram não são as prometidas. Em vez de ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) chegaram ambulâncias de Suporte Básico de Vida (SBV). As diferenças estão no equipamento e na própria tripulação. Enquanto nas SIV, a tripulação é constituída por um técnico e um enfermeiro, nas SBV viajam apenas dois técnicos de ambulância. Em termos de equipamentos, além do material de avaliação e estabilização e de um desfibrilhador, as SIV têm ainda um monitor-desfibrilhador, que permite a transmissão de electrocardiograma e sinais vitais. Além disso, possuem fármacos, que podem ser ministrados pelo enfermeiro, mediante orientação médica. Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), da qual as viaturas dependem, disse ao Semanário TRANSMONTANO que os meios colocados nos dois concelhos correspondem ao que estava protocolado. No entanto, o Governador Civil de Bragança garantiu recentemente que as ambulâncias a colocar em Miranda do Douro e Torre de Moncorvo seriam iguais à SIV instalada, em Dezembro, em Mirandela. “Mirandela vai ter uma SIV, que é uma ambulância conduzida por um técnico avançado de saúde, acompanhado por um enfermeiro, e até ao final do primeiro trimestre vai haver um equipamento exactamente igual em Torre de Moncorvo e Miranda do Douro”, referia Jorge Gomes há dois meses. O Semanário TRANSMONTANO procurou ouvir o Governador Civil de Bragança sobre este assunto, mas Jorge Gomes diz não ter qualquer declaração a fazer. As ambulâncias em causa só podem ser accionadas pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), “vão depender directamente do INEM e têm dois técnicos de ambulâncias formados pelo instituto”, explicou Berta Nunes, a coordenadora da Sub-região de Saúde de Bragança, acrescentando que “isto faz parte do reforço da rede de emergência pré-hospitalar que estava previsto no protocolo assinado entre o Ministério da Saúde e as autarquias” em Abril de 2007. Apesar dos novos meios, Berta Nunes garante que os SAP’s ainda não são para fechar, porque a rede de emergência ainda não está completa. “Falta o helicóptero e uma SIV em Macedo de Cavaleiros, e as urgências básicas”, afirma Berta Nunes, lembrando que só quando estes meios estiverem testados “e a dar a resposta necessária é que se poderá pensar em encerrar os SAP’s”.





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