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Edição de 13-05-2011

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Arquivo: Edição de 25-01-2008

SECÇÃO: Chaves

Há quase dois meses que as refeições estão a cargo de empresa privada
Utentes da Santa Casa queixam-se da comida servida

fotoVários utentes da Santa Casa da Misericórdia de Chaves queixam-se da qualidade e da quantidade das refeições servidas na instituição, que, há menos de dois meses, estão a ser asseguradas por uma empresa privada. O provedor da instituição garante, no entanto, que alimentação tem mais “qualidade” e que é “mais saudável”. Nuno Rodrigues alega ainda que a alteração não foi por questões “economicistas”, mas garante que se combateu o “desperdício”.
Há mais de um mês que as refeições servidas aos utentes da Santa Casa da Misericórdia de Chaves deixaram de ser da responsabilidade da instituição. O serviço de alimentação está a ser prestado por uma empresa do ramo, sedeada na zona de Lisboa. A confecção, continua, contudo, a ser feita nas instalações da Misericórdia. Está centrada na cozinha da Escola Agrícola, a partir de onde as refeições são distribuídas em contentores herméticos para as outras valências. As cozinheiras também são as mesmas, embora sigam as regras da empresa em causa. No entanto, a alteração não agradou a vários utentes do lar da Misericórdia. Além das quantidades, que garantem ter diminuído, os idosos queixam-se da qualidade. “É sempre arroz, arroz…a sopa parece água…”, reclamam, lembrando que, ou ficam com fome, ou têm que vir comer cá fora. Alguns utentes a quem a comida era levada a casa também terão notado a diferença. O Semanário TRANSMONTANO sabe, aliás, de um utente que terá desistido do serviço.
Confrontado com as queixas, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Chaves, Nuno Rodrigues, garante que as reclamações são tidas em conta e que “são feitas alterações diárias”. “Eles aceitam bem as nossas sugestões”, adiantou o provedor, lembrando que, na sua opinião, a nova alimentação é “muito mais harmoniosa e mais saudável”. Além disso, entende que é natural que, no início, haja uma certa “resistência à mudança”. Por outro lado, explica que a decisão de contratualizar o serviço foi para “racionalizar meios”. “Não é uma medida economicista, mas é verdade que houve um certo combate ao desperdício”, afirma Nuno Rodrigues, afiançando que vai ser feita uma avaliação de satisfação no seio dos utentes.
De parte o provedor põe a questão de ter optado por contratar o serviço por causa de muitos dos fornecedores de produtos alimentares terem deixado de abastecer a instituição por dívidas acumuladas. “Não teve rigorosamente nada a ver com isso. As dívidas estão assumidas, algumas já estão a ser pagas e outras negociadas com os fornecedores”, garantiu Nuno Rodrigues, lembrando que a maioria das instituições está a seguir a mesma via. A de Boticas foi uma delas e vários utentes também se queixaram.





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