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Edição de 13-05-2011

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SECÇÃO: Vila Real

Governante disse que Câmara não tinha “projecto concreto” para Loja do Cidadão
fotoAutarca desmente secretário de Estado da Administração Local

A futura Loja do Cidadão da capital de distrito está envolta em contradições. O secretário de Estado da Administração Central afirmou que a Câmara ainda não apresentou “um projecto concreto” para o espaço que agrega vários serviços (públicos e privados). O presidente da Câmara de Vila Real desmente. Diz que o projecto foi apresentado há dois anos e que é o Governo que “está em falta”.
A criação de uma Loja do Cidadão em Vila Real está a criar mau-estar entre o autarca vilarealense, Manuel Martins, e o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita. Numa visita a Vila Real esta semana, o governante referiu que a Câmara Municipal “ainda não apresentou propostas concretas” em relação à possível localização da Loja do Cidadão, existindo apenas “manifestações de intenção relativamente a uma zona da cidade”. O governante afirmou ainda que iria “trabalhar com a autarquia de Vila Real no sentido de encontrar a melhor localização”.
No entanto, a versão de Manuel Martins é manifestamente diferente da do secretário de Estado da Administração Local, que, segundo o autarca de Vila Real, “anda muito mal informado”. “Eduardo Cabrita deveria rever rapidamente as informações que tem”, disse ainda Martins. O edil garante que a Câmara já apresentou uma candidatura ao Instituto das Lojas do Cidadão “há mais de dois anos” e que foi este organismo que não deu “qualquer resposta”. Aliás, segundo o autarca, há alguns meses, houve uma reunião com representantes do Governo a este propósito e, no passado 15 de Outubro, um técnico deslocou-se a Vila Real a fim de analisar os três locais propostos pela autarquia. Tendo ficado de apresentar um relatório ao Governo até ao “final do mês”. Ora, diz Manuel Martins, se este relatório não apareceu “quem está em falta é o Governo”. Por fim, o autarca diz-se já habituado às “picardias por parte do Partido Socialista”.

Lojas do Cidadão para abrir até 2009 anunciadas em Dezembro
O Governo quer alargar o número de Lojas do Cidadão existentes no país. Este serviço pretende aproximar a administração pública do cidadão, acolhendo no mesmo espaço uma multiplicidade de serviços prestados por entidades públicas ou privadas, como correios, notariado, segurança social, Via Verde entre outros.
O Governo está agora a preparar uma campanha de lançamento do que chama “Lojas do Cidadão de 2ª geração” e que irá começar no próximo ano. Em Dezembro irão ser anunciadas as lojas que vão ser criadas na primeira fase deste projecto, sendo que, segundo o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, Chaves Murça e Sabrosa, entre outros concelhos do distrito, têm já um “projecto concreto” apresentado e “um trabalho já bastante adiantado de definição do modelo”. No entanto, o governante não quis, para já adiantar, se alguns destes municípios serão considerados “prioridade” para o Governo na instalação das Lojas.





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