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Edição de 13-05-2011
Pesquisa

Arquivo: Edição de 06-05-2011

Opinião dos Leitores

Efemérides

Foi no dia 1 de Maio de 1770 que nasceu em Canelas, Peso da Régua; António da Silveira Pinto Fonseca. Era irmão do 1º.conde de Amarante. Agregado das milícias de Vila Real, em 1804 tinha o posto de coronel. Participou na Guerra Peninsular, sendo promovido a brigadeiro. Aderiu à revolução de 1820, ficando a presidir à Junta Provisional do Governo Supremo do Reino. Após a fusão das juntas do Norte e do Sul assumiu a vice-presidência da Junta do Governo do Reino. Entrando em luta com Fernandes Tomás, foi exilado; em 1823 aderiu à causa de D. Miguel. D. João VI fê-lo visconde de Canelas, em 1823. Era fidalgo-cavaleiro da casa real.

Morreu na sua terra natal no dia 18 de Outubro de 1858.

Foi no dia 5 de Maio de 1950 que nasceu em Lamego, Rui Paulo Vale Valadares Pintado. Ali fez os seus estudos secundários e liceais. Chegou a frequentar a Faculdade de Engenharia, mas a política absorveu-lhe o seu interesse, fazendo parte de vários movimentos anti-regime antes do 25 de Abril. Após a Revolução dos Cravos aderiu ao Partido Socialista (PS), sendo um dos fundadores do PS em Lamego, sendo candidato à Assembleia Constituinte, eleito pelo círculo eleitoral de Viseu.

Integrou as brigadas de alfabetização, abrangendo todo o concelho de Lamego.

Afastou-se da política, algo desiludido, ingressando na actividade de propaganda médica. Em 1980 funda o Clube de Minigolfe de Lamego, faz parte da direcção do Sporting Clube de Lamego, e dedicando-se ao automobilismo, primeiro no karting, depois no automobilismo, destacando-se nas provas de velocidade.

Em 1988 um núcleo de amigos, de vários partidos políticos, a candidatar-se à Câmara Municipal de Lamego. Como condição impôs ser o PS a inclui-lo nas suas listas. Venceu por um voto. Nas eleições seguintes ganhou com maioria absoluta.

Por um desentendimento com o ministro dos Transportes, João Cravinho (PS), desiste da política, ingressando na empresa Resur - Gestão de Resíduos, como administrador.

Foi também presidente da corporação dos Bombeiros locais e, em 2005 integrou as listas do PS para a Assembleia Municipal de Lamego.

Morreu na sua terra natal no dia 21 de Novembro de 2008.

Foi no dia 7 de Maio de 1622 que morreu em Lisboa, o Padre Amador Rebello. Era natural de Mesão Frio e professou na Companhia de Jesus, em Coimbra, a 26 de Julho de 1559, aos 20 anos de idade. Exímio a escrever, foi eleito mestre de D. Sebastião, para “o ensinar a fazer os caracteres com perfeição, em cujo ministério conciliou o afecto deste príncipe e de todos os palacianos pela candura do ânimo e modéstia do aspecto”. Era o sacerdote que ordinariamente celebrava a missa, no oratório do rei, estreitamente convivendo com D. Sebastião, desde os seus primeiros anos de vida até à partida apara a fatal expedição a Alcácer Quibir. É autor de um manuscrito, denominado Relação da Vida d’El-Rey D. Sebastião, publicado em 1977 na Revista da Faculdade de Letras de Lisboa e que é um importante repositório sobre a vida e caracterologia do “Desejado”. Escreveu uma vasta e importante obra. Depois da morte do jovem rei, dedicou-se à tarefa do resgate de cativos, a mando do cardeal-rei, tendo-se para o efeito deslocado a Argel, sofrendo aí trabalhos e afrontas. Geriu, como reitor, durante sete anos, o Colégio de Santo Antão, em Lisboa.

Foi no dia 8 de Maio de 1748 que nasceu D. Afonso Miguel de Portugal e Castro.

Foi o 11º.conde de Vimioso e o 4º.marquês de Valença. Gentil-homem da câmara real de D. Maria I, foi-lhe atribuída a grã-cruz da Ordem de Cristo. Foi Governador-geral da Bahia de 13 de Novembro de 1779 a 31 de Julho de 1783.

Morreu no dia 22 de Dezembro de 1802.

Foi no dia 10 de Maio de 1879 que nasceu em Vila Pouca de Aguiar, Alberto de Sousa Costa. Era bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Deve-se-lhe a criação, em 1911, da Tutória da Infância. Foi secretário da Tutória Central da Infância de Lisboa até 1919 e, posteriormente, do Tribunal do Comércio. Como escritor deixou-nos contos, novelas, romances, peças de teatro, crónicas e literatura de viagens, além de ensaios, tendo sido um excelente camilianista. Foi um ficcionista de reconstituição histórica e de pitoresco regional. Os seus cenários preferidos são os da burguesia coimbrã e os rurais da região do Douro.

Morreu no Porto no dia 11 de Janeiro de 1961.

Foi no dia 12 de Maio de 1861 que morreu em Cachão da Valeira; São João da Pesqueira; Joseph James Forrester, barão de Forrester desde 20 de Abril de 1855. Tinha nascido em Hull, Escócia no dia 27 de Maio de 1809. Fixou-se no Porto em 1831 e dedicou-se ao comércio sob os auspícios de um tio que negociava em vinho do Porto. Notabilizou-se no aperfeiçoamento e expansão comercial daquele produto, chamando sobre si a atenção em 1855 tanto na Exposição da Sociedade Agrícola do Porto como na de Paris, onde os seus vinhos conquistaram honrosas distinções. Escreveu várias obras sobre a actividade vinícola, sendo Prize Essay on Portugal and its Capabilities, 1859, premiada com a Medalha de Ouro.

Foi no dia 14 de Maio de 1893 que nasceu em Vila Flor, Maximino Correia. Formou-se na Faculdade de Medicina de Coimbra, onde se doutorou em 1919 com o estudo O Canal Torácico no Homem. Nela ensinou como professor catedrático de Anatomia desde 1927, tendo sido vice-reitor (1939-1943) e reitor da universidade de 1943 a 1960. Durante mais de 20 anos foi director clínico das termas de Vidago. Publicou numerosos estudos de investigação anatómica, sendo valiosos sobretudo os que dedicou à circulação cardíaca, dispersos por várias publicações, podendo-se ler-se sobretudo nas Folia Anatómica Universitatis Conimbrigensis, de que foi um dos fundadores, e no Arquivo de Anatomia e de Antropologia.

Morreu em Coimbra no dia 3 de Maio de 1969.

Foi no dia 19 de Maio de 1750 que morreu Marco António de Azevedo Coutinho, aos 62 anos de idade. Era alcaide-mor de Vimioso e senhor donatário de Monsaraz. Em 1733 negociou em Londres o auxílio inglês para a guerra em perspectiva entre Portugal e Espanha. Foi secretário de Estado de D. João V e o primeiro-ministro dos Negócios Estrangeiros ao ser criado este cargo, em 1736. Para ele terá escrito D. Luís da Cunha uma instrução política que viria a ser a primeira redacção do seu célebre Testamento Político, dedicado ao rei D. José I. Apesar da morosidade que diziam imprimir ao despacho, alcançou certa notoriedade nos últimos anos do reinado de D. João V.

Foi no dia 20 de Maio de 1780 que nasceu D. José Bernardino de Portugal e Castro, 12º. conde de Vimioso e 5º. marquês de Valença. Fez parte de uma missão enviada a Napoleão I em nome do povo português. Foi presidente do ministério nomeado a 4 de Outubro de 1836, em que teve a pasta dos Negócios Estrangeiros.

Morreu no dia 26 de Fevereiro de 1840.

Foi no dia 23 de Maio de 1802 que nasceu em Vila Real, D. José Maria Correia de Lacerda. Entrou em 1817 na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, tendo estudado Línguas Orientais, Filosofia e Teologia na Universidade de Coimbra. Leccionando nas escolas de S. Vicente de Fora, em Lisboa, o governo miguelista fê-lo prender. Evadido da prisão, emigrou, e, no estrangeiro, prestou relevantes serviços à causa liberal. Conquistou a estima de D. Pedro IV, D. Maria II, D. Pedro V e D. Luís. Veio a ser cónego e deão da Sé de Lisboa. Escreveu várias obras de vasta cultura.

Morreu em Lisboa no dia 25 de Fevereiro de 1877.

Foi no dia 25 de Maio de 1861 que nasceu em Vila Real, António Narciso Rebelo da Silva Alves Correia. Republicano dedicado, abandonou a actividade de farma cêutico para ingressar no jornalismo, colaborando nos jornais Folha do Povo e O Século. Fundou Os Debates, onde se evidenciou na defesa do ideal republicano. Após o 31 de Janeiro o governo mandou encerrar o órgão de comunicação. Após este desaire fundou uma empresa para publicar Vanguarda, periódico de grande impacto, nomeadamente em Lisboa. Em 1895 abandonou este projecto e fundou O País, continuando a sua obra em prol da República.

Morreu no Algarve no dia 5 de Janeiro de 1900.

Foi no dia 28 de Maio de 1850 que nasceu em S. João da Pesqueira, Luís Augusto Pinto de Soveral, marquês de Soveral desde 1900. Abandonou a carreira da Marinha para se dedicar à diplomacia, indo para a Bélgica, onde, na Universidade de Lovaina, se formou em Ciências Políticas e Administrativas. Inicia a carreira em Madrid, seguindo-se Viena, Berlim, de novo Madrid, Roma e Londres, para onde é mandado depois da crise do ultimato inglês, que nos obriga a ceder possessões ultramarinas perante a estratégia territorial da politica colonial britânica. É neste cargo que confirmará as suas invulgares qualidades como diplomata, granjeando um prestígio notável entre os seus pares e a amizade da corte, particularmente do rei Eduardo VII. Recuperam-se as relações de diálogo entre as duas nações o que permite a assinatura do tratado de Junho de 1891.

Cinco anos depois Hintze Ribeiro chama-o a Lisboa para ocupar o cargo de ministro Dos Negócios Estrangeiros. Será o representante português na Conferência de Haia em 1907. Com a implantação da República, em 1910, abandona o cargo de embaixador em Londres, mas fica a viver naquela cidade, tendo sido uma das figuras marcantes das últimas décadas da monarquia.

Morreu em Paris no dia 5 de Outubro de 1922.

Foi no dia 29 de Maio de 1836 que morreu em Grijó de Vale Benfeito, Macedo de Cavaleiros; Inocêncio António de Miranda, o Abade de Medrões. Tinha nascido em Paço de Outeiro, Bragança no ano de 1758. Tornou-se sacerdote em 1784, sendo o pároco de Medrões, Vila Real, quando foi eleito deputado às Cortes em 1822,depois de ter sido preceptor do marquês de Fronteira. Nesse mesmo ano publicou o livro Cidadão Lusitano, em que expõe os deveres do cidadão constitucional para com Deus, o rei, a Pátria e os seus concidadãos e que se tornou uma espécie de manual político do constitucionalismo nascente. Liberal exaltado e audacioso, sofreu forte contestação. Forte polémica suscitada (entre outras posições assumidas, atacava o celibato eclesiástico e elogiava a Maçonaria), o que levou à proibição da sua leitura pelo cardeal-patriarca de Lisboa, em 1823, e pela Congregação do Santo Ofício, em 6 de Setembro de 1824.

Américo Brito


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