Arquivo: Edição de 25-03-2011
Sabia que:- O elefante é o maior e o mais imponente dos habitantes da selva - o verdadeiro Rei! Concederam os homens ao leão uma realeza, por assim dizer, de direito. O elefante dispõe dela de facto. Tem a Força, a Inteligência e o Porte. Tudo, neste animal disforme, desproporcionado, poderoso e impressionante, inspira simpatia: o seu tronco caricatural de burguês, flácido e toscamente assente em quatro pernas bambalhonas; a cauda pequenita e esfarripada, inconcebível em animal de tamanho vulto e, sobretudo, a enorme cabeça, com as orelhas inquietas, a tromba perscrutadora e fantasista, o riso alvo das presas e os olhitos cheios de zombeteira bonomia, formam um conjunto simpático e agradável que, quando não amedronta, faz sorrir e enternecer. O elefante africano macho é actualmente o maior animal terrestre, podendo atingir 3,5 metros de altura e 5,5 toneladas de peso. A sua pele é tão dura que resiste praticamente a quaisquer garras ou colmilhos. A cria, porém, é muito vulnerável e a mãe, auxiliada pelos outros membros da manada, protege-a com a maior solicitude, investindo contra qualquer animal que ameace molestá-la. Encontra-se em África, na Ásia tropical e no arquipélago de Sunda. As suas defesas, que chegam a pesar 100 quilos, fornecem todo o marfim, principal motivo da sua caça, que é objecto de comércio e é manufacturado, especialmente na China e no Japão. É herbívoro, de uma cor castanha acinzentada, e vive em grandes manadas. Animal facilmente domesticável, principalmente o da Ásia (que tem as orelhas mais pequenas) é, mercê da sua inteligência e força, utilíssimo em transportes em zonas inacessíveis, e muito utilizado em espectáculos de circo. Os elefantes bebem cerca de 200 litros de água por dia e comem entre 150 e 300 kg de vegetais. Regularmente ingerem também terra rica em sais minerais, complementando a dieta, de modo a evitar carências alimentares. Vive até aos 150 anos e a fêmea tem uma gestação de 22 meses.
- Pesquisadoras do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, em Portugal, constaram que os cachorros parecem sentir empatia pelas emoções humanas, tanto que os animais usados em terapias podem até adquirir as emoções de seus donos. De acordo com o estudo, os animais não copiam simplesmente as emoções que estão ao seu redor. Cães podem ficar chateados como uma criança quando criados em um ambiente familiar com brigas. E podem pedir por ajuda no caso de emergências, o que sugere certo grau de percepção e empatia. Mas não é fácil enganar um cachorro. Em um experimento em que os donos dos animais fingiram um acidente ou um ataque cardíaco, os cães ficaram confusos e não prestaram socorro. Para as pesquisadoras, isso acontece porque o cão tem que sentir outros sinais, como cheiro e sons. Outro estudo mostrou que cachorros usados em terapias são afectados emocional e fisicamente por seu "trabalho", se beneficiando de massagens e outras práticas calmantes. De acordo com as cientistas, os cães são afectados pelas emoções humanas por que são descendentes dos lobos, caninos sociais, cooperativos e que sentem empatia por outros lobos. A evolução e a domesticação teriam feito com que os cachorros conseguissem sincronizar suas emoções às humanas. Outro motivo seria a selecção artificial, que buscou animais cada vez mais inteligentes – e provavelmente capazes de “entender” melhor as pessoas. Segundo o Discovery News, mais pesquisas devem ser realizadas para entender a origem do comportamento canino, as diferenças entre raças e a possibilidade de treino para essas habilidades emocionais. |



