Semanário Transmontano

Imprimido em 27-06-2011 05:37:38
Semanário Transmontano
Versão original em:http://www.semanariotransmontano.com/index.asp?idedicao=273&idseccao=4142&id=11913&action=noticia

SECÇÃO: Desporto

Chaves, 0 – Pontassolense, 0
Futebol da II Divisão: Pior era difícil e subida de divisão passou a ser um sonho

Foto
O primeiro jogo em casa do novo ano não podia ter corrido pior para o Desportivo de Chaves, que recebeu o último classificado. A turma flaviense empatou a zero e praticamente disse adeus à subida de Divisão.
Apático e com um futebol estranhamente fraco, foi a forma como o Desportivo de Chaves deu início à penúltima jornada da primeira volta do Nacional da II Divisão Zona Norte no Municipal de Chaves, num jogo onde os flavienses receberam o lanterna vermelha da prova, o Pontassolense, mas não se conseguiram superiorizar.
O seu futebol, que tinha obrigação de ser bem melhor, face aos objectivos, que até aqui era a subida de Divisão, pouco ou nada se diferenciou do apresentado pelo Pontassolense, que aspira apenas pela manutenção.
Depois das férias de Natal e de um longo período sem jogar no seu reduto, pois os flavienses no mês de Dezembro não jogaram em casa uma única vez, esta foi a pior das prendas que o plantel podia ter dado aos seus associados, que responderam com uma grande assobiadela à péssima exibição.
Num campo em muito mau estado para a prática desportiva, o início deste jogo deu-se a um ritmo demasiado lento. A posse de bola, essa, foi sempre do Desportivo de Chaves, mas isso, por si só, não significa bom futebol e muito menos golos. Os flavienses jogavam no meio campo adversário e ainda tiveram algumas oportunidades para marcar, mas o certo é que o guardião Marafona não teve de sujar as luvas. E, contra a corrente do jogo, Nuno, que até estava a ser um mero espectador, aos 25 minutos, teve de se aplicar para negar o golo a Delfino, que, solto de marcação, rematou forte.
Na segunda metade, os forasteiros foram mais audazes, e o guardião Nuno voltou a negar o golo por mais duas vezes.
A jogar sobre brasas, os flavienses, mesmo contra 10, depois da expulsão de Delfino, ao minuto 73, não tinham fio de jogo e as suas oportunidades acabavam sempre por se perder.
Em desespero, pela forma como a sua equipa jogava, o treinador Luís Miguel, que logo no descanso abdicou de um lateral de raíz para apostar em Flávio Igor no meio campo e até estreou o avançado Makhtar, arriscou tudo e lançou mais um ponta de lança, Jefferson, para apostar no futebol directo. No entanto, nem assim o Chaves se conseguiu superiorizar.
O empate ajusta-se na perfeição e, com isto, o Chaves despede-se praticamente da luta pela promoção.

Por: Paulo Silva Reis

© 2007 Semanário Transmontano - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
Comentários sobre o site: .

Fechar