
Imprimido em 11-06-2011 06:03:00
Semanário Transmontano
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SECÇÃO: Chaves
GNR acusa alvo de buscas de ter reagido com violência e de ter atiçado rotweiller
Busca domiciliária terminou com dois feridos

Domingos Lourenço fez queixa da GNR |
Uma busca domiciliária, em Chaves, por suspeita de posse ilegal de armas, terminou com dois feridos: o dono da casa e um militar. A GNR diz que o suspeito reagiu com violência e que lhes atiçou um roteweiller. O alvo da busca nega a versão da GNR.

O material apreendido na busca domiciliária |
De acordo com a versão dos militares, “de um minuto para o outro”, e depois de, inicialmente, ter colaborado com as autoridades, o alvo da busca, Domingos Lourenço, natural de Montalegre, revelou-se violento. Quando lhe foi pedida a chave para os militares começarem a busca, terá, segundo fonte da GNR, corrido em direcção ao local onde tinha um roteweiller preso e terá ameaçado soltá-lo, caso os GNR insistissem em entrar. Os militares ainda terão tentado persuadir o suspeito a desistir da ameaça. Mas Domingos Lourenço soltou mesmo o cão, o que os obrigou a usar de violência, tendo, aliás, um dos militares, ficado com dois dedos partidos. “Agiu-se em defesa e com a violência estritamente necessária para nos defendermos dele e do cão”, garantiu fonte da GNR.
Domingos Lourenço, que já apresentou queixa contra a GNR na PSP de Chaves, nega que tenha reagido com violência e que tenha soltado o cão. “Eles queriam-me arrombar a porta com uma machada e eu disse-lhes que não o fizessem, que eu lhes dava as chaves e que me deixassem ir prender os cães curtos. Foi quando me começaram a bater e me puseram neste estado”, contou Domingos Lourenço, com hematomas e escoriações no corpo e na cara.
Na busca, foram-lhe aprendidos uma pistola e uma carabina de cano curto, um carro de marca Mercedes sem matrículas e com o chassis cortado, um par de algemas, duas soqueiras, um bastão metálico, um passa-montanhas, 14 engenhos pirotécnicos e mais de 500 munições e ainda uma caixa de ferramenta com punções alfanuméricas que as autoridades suspeitam poderem ser utilizadas na viciação de carros.
Depois de interrogado pela GNR, o suspeito foi constituído arguido e sujeito a Termo de Identidade e Residência.
Por: Margarida Luzio
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