Semanário Transmontano

Imprimido em 18-06-2011 05:12:56
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SECÇÃO: Chaves

Em causa preço do gasóleo e portagens
Empresários de Chaves também aderiram

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Algumas empresas de mercadorias de Chaves também aderiram às acções de protesto levadas a cabo por transportadoras por causa do aumento constante do preço dos combustíveis e da introdução de portagens em auto-estradas Scut. As acções de luta das empresas transportadoras começaram às zero horas de segunda-feira e acaba-riam por terminar na terça-feira à noite depois de os representantes das várias associações do sector terem chegado a acordo com o Governo. Acordo esse que inclui um aumento das deduções fiscais das empresas em sede de IRS e descontos nas portagens das antigas Scut.
No primeiro dia de protesto, a concentração dos empresários flavienses foi tímida, com apenas meia dúzia de camionistas a marcarem presença junto à fronteira.
No entanto, na terça-feira à tarde foram já cerca de 30 os camionistas que se concentraram no nó de acesso à A24, para, de seguida iniciarem uma marcha lenta até Vila Real. Porém, em Pedras Salgadas, os camionistas acabaram por inverter a marcha, depois de a GNR que apareceu no local ter começado a anotar as matrículas do veículos.
Antes de iniciarem a marcha, alguns empresários deram conta dos problemas com que se debatem. “Com o preço o gasóleo e se, ainda por cima, vão mesmo pôr portagens, metade das firmas fecham. Está muito puxado para nós”, dizia Saul Pessoa, que possui uma frota de três camiões e que já se viu obrigado a despedir um funcionário. Francisco Martins, com cinco camiões, lembrava, por sua vez, que a única hipótese é ir meter gasóleo a Espanha, onde por depósito se poupa 70 euros.

Por: Margarida Luzio

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