Semanário Transmontano

Imprimido em 27-06-2011 22:32:37
Semanário Transmontano
Versão original em:http://www.semanariotransmontano.com/index.asp?idEdicao=276&id=12024&idSeccao=4187&Action=noticia

SECÇÃO: Chaves

Por causa do gelo que se forma no piso
Gelo na Praça General Silveira provoca quedas

Foto
Durante a manhã, a Praça General Silveira parece uma pista de gelo
As fortes geadas que se têm registado nos últimos dias estão a transformar a Praça General Silveira (Largo das Freiras) numa autêntica pista de gelo e num local de circulação perigosa. Só na terça-feira, caíram no local cinco pessoas.
José Carneiro (Mêncio) vende cautelas na Praça General Silveira, em pleno centro da cidade, mas nos últimos dias tem se visto obrigado a fazer papel de socorrista. Com as geadas que têm caído, o piso da praça torna-se muito escorregadio e o cauteleiro já perdeu a conta aos tombos a que assistiu nos últimos tempos. Só na terça-feira, viu cair 5 pessoas. “Uma senhora levava um bebé, mas, por sorte, ficou-lhe nos braços. Eu cheguei a pensar que tinha partido uma perna, disse-lhe para não se mexer e fui-lhe tocando, para ver onde estava dorida, mas, felizmente, não tinha nada par-tido”, contou, ao Semanário TRANSMONTANO, José Carneiro. A queda da segunda pessoa que socorreu foi mais grave. “Caiu como morta. Os pés escorregaram-lhe para a frente e ela caiu para trás. Trouxe-a para o café, dei-lhe um copo de água morna com açúcar e pedi umas pedras de gelo para lhe pôr na cabeça”, explica o cauteleiro. Na manhã seguinte, um outro frequentador habitual da praça, garantiu que viu cair duas pessoas. “Qualquer dia morre aqui alguém”, comentou.
Confrontando com o perigoso estado do piso da praça, diariamente atravessada por dezenas de pessoas que se dirigem aos Correios ou à Biblioteca, por exemplo, o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, prometeu “tomar nota” da situação e alertar os serviços de protecção civil para que o local seja sinalizado, no sentido de evitar que as pessoas atravessem a praça, pelo menos durante a manhã. Além disso, o autarca garantiu que, “mal a Câmara possa”, o piso será alterado. De acordo com o autarca, como se trata de uma obra “financiada”, só passados cinco anos após a sua conclusão pode ser alvo de obras, sob pena de a autarquia ser obrigada a devolver os fundos que recebeu. “Julgo que falta um ano. Até lá, teremos que nos valer da sinalização”, concluiu João Batista.

Por: Margarida Luzio

© 2007 Semanário Transmontano - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
Comentários sobre o site: .

Fechar