Na estreia portuguesa no Mundial, polémica imagem ligada ao ego e a uma estátua domina balanço

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O empate de Portugal frente à RD Congo acentuou dúvidas sobre o rendimento da equipa no Mundial e transformou o jogo com o Uzbequistão, terça-feira às 18h, numa partida chave para recuperar confiança e evitar um alarme antecipado. Depois de um início de torneio promissor noutros grupos, a Seleção vê a margem de erro reduzir-se ao mínimo.

Da expectativa à crítica

O golo de João Neves, eleito MVP do encontro, chegou a alimentar otimismo. Mas a leitura coletiva do jogo ficou marcada por limitações que não podem ser ignoradas. Em vários momentos Portugal teve muita posse sem objetividade, jogou demasiado pelos flancos e produziu poucas situações de remate.

O foco das críticas acabou por recair em figuras conhecidas, incluindo manifestações da imprensa internacional. O Independent chegou a escrever que a equipa estaria a “sacrificar mais um Mundial pelo ego de Ronaldo”. Essas análises concentram-se em erros individuais, mas o que saltou aos olhos foi sobretudo um desempenho colectivo abaixo do nível esperado: pouca verticalidade, ausência de perigo nas bolas paradas e perda de referências de posicionamento.

O discurso do treinador e a resposta necessária

Roberto Martínez insistiu na ideia de “processo” e elogiou a atitude dos jogadores. Como disse o próprio: “É um processo. Falar em ganhar o Mundial é uma emoção que não ajuda a ganhar jogos. A atitude dos jogadores foi extraordinária, exemplar.”

Apesar do elogio ao empenho, a equipa precisa de correções práticas. Nos próximos jogos é provável que Martínez faça alterações em várias posições — mais ajustes do que revoluções — com a consciência de que já não há margem para novos deslizes.

Reações dentro e fora da Seleção

Além dos comentários nas redes sociais — onde também surgiram campanhas com sinais de automatização — há quem acredite que uma vitória clara sobre o Uzbequistão reequilibraria a narrativa, como já aconteceu noutros momentos da história do futebol português. Até lá, porém, a avaliação será feita sobretudo pelo que a equipa conseguir produzir em campo.

Outras histórias do Mundial e além

O torneio tem trazido histórias paralelas. O guarda‑redes Vozinha, do Desp. Chaves, tornou‑se figura mediática depois de travar a Espanha com Cabo Verde e ganhou tanta visibilidade que o próprio Departamento de Estado dos EUA facilitou um visto para que a mãe possa assistir ao próximo jogo.

Clubes e mercado

No plano doméstico, o sorteio da segunda pré‑eliminatória da Liga Europa colocou o Benfica frente ao suíço St. Gallen, com duelos agendados para 23 e 30 de julho e a estreia de Marco Silva pelo clube apontada para esse confronto. A SAD encarnada também travou um investimento de Tim Leiweke — relativo a 16% do capital adquirido a José António dos Santos — alegando que o norte‑americano tem participações noutras equipas europeias.

Na movimentação de treinadores e jogadores, a semana trouxe duas confirmações envolvendo portugueses: Ruben Amorim foi apontado como o novo treinador do AC Milan e Bernardo Silva foi apresentado como reforço do Real, agora orientado por José Mourinho, segundo as comunicações oficiais noticiadas.

Pavilhões e títulos

Nas modalidades em recinto coberto houve decisões importantes. O FC Porto conquistou a Liga de basquetebol, derrotando o Benfica e voltando a erguer o troféu dez anos depois. No futsal, o Benfica venceu o jogo 1 na Luz, mas cedeu um resultado folgado no Pavilhão João Rocha, mantendo a série em aberto. No hóquei em patins, os encarnados somaram vitórias que os deixam a uma vitória do título, com a final a poder continuar na Luz e no João Rocha conforme a necessidade.

Já nos Estados Unidos, os New York Knicks encerraram um jejum histórico e sagraram‑se campeões da NBA, ao vencerem os San Antonio Spurs por 4-1.

Agenda desportiva: o que não perder

Vários eventos decisivos ocupam a agenda esta semana. No ténis, as finais dos ATP de Halle e Londres e dos WTA de Berlim e Nottingham são apontadas para domingo. No MotoGP, o Grande Prémio da República Checa tem sprint no sábado (14h) e corrida no domingo (13h). O ciclismo segue com as etapas finais da Volta à Suíça — com Tadej Pogačar em prova — e da Volta à Eslovénia. Em judo, decorre o Grand Slam de Ulaanbaatar.

Portugal continua presente na Liga Europeia de voleibol: a equipa masculina, com três vitórias e uma derrota até agora, defronta a Hungria (sábado às 15h) e o Azerbaijão (domingo às 15h) em Baku. A seleção feminina, com duas vitórias e duas derrotas, joga com a Lituânia (sexta às 17h) e com a Roménia (sábado às 16h) em Šiauliai.

O recado é claro: há informações e sinais positivos, mas a prova de fogo para Portugal chega já no próximo jogo. Uma vitória convincente pode reverter o discurso; entretanto, as correções táticas e de atitude serão o principal critério de avaliação da equipa técnica e dos jogadores.

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