Crónica Brasil-Haiti: Carlo quis espectáculo e Matheus agarrou a onda

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Carlo Ancelotti mexeu na equipa e encontrou uma solução imediata no ataque: Matheus Cunha marcou duas vezes em 13 minutos e desbloqueou o jogo que terminou 3-0 frente ao Haiti. Vinicius Júnior voltou a facturar e o guarda-redes Alisson destacou-se com defesas importantes na segunda parte.

Resposta após o empate com Marrocos

Depois do empate inaugural com Marrocos (1-1), o selecionador italiano anunciou alterações para o segundo encontro do grupo C e falou publicamente sobre a gestão de talentos como Endrick, a quem prometeu paciência e integração no momento oportuno. Em Filadélfia, Ancelotti só fez duas alterações no onze: Danilo e Matheus Cunha, que entraram nos lugares de Roger Ibañez e Igor Thiago.

Matheus Cunha decide em pouco mais de um quarto de hora

O lance que abriu o marcador aos 23 minutos surgiu num remate de Vinicius Júnior defendido pelo guarda-redes Johnny Placide; a bola acabou por bater em Hannes Delcroix e no pé de Matheus, que acabou por ficar com a bola e converter para golo. Treze minutos depois, já com o jogo mais próximo do intervalo, Matheus Cunha voltou a marcar de forma plena, concluindo uma diagonal dentro da área com um remate colocado ao ângulo (36′).

O segundo golo acelerou a leitura do encontro. Raphinha, deslocado para o corredor direito pelo Brasil, teve boa influência no processo ofensivo mas saiu lesionado perto do intervalo, dando lugar a Rayan. Antes do apito do árbitro, Lucas Paquetá isolou Vini com um passe por trás da defesa e o avançado do Real Madrid fechou a conta com um remate rasteiro e colocado já nos descontos da primeira parte (45+3′).

Segurança na baliza e gestão do resultado

Com a vantagem confortável, Ancelotti aproveitou para lançar Endrick na sua primeira presença em Mundiais e também fez entrar Gabriel Martinelli. Na segunda parte o Haiti ainda criou perigo e obrigou Alisson a intervenções decisivas — sobretudo num cabeceamento de Ricardo Adé aos 63′ e num remate de Isidor já perto do final (87′).

Outras substituições surgiram dos dois lados: o treinador haitiano Sébastien Migné tinha reforçado a defesa antes do encontro com Jean-Kévin Duverne, e, ao longo do jogo, Deedson, Lenny Joseph e Derrick Etienne Jr. também passaram pelo relvado. No Brasil, Danilo Santos e Éderson Silva entraram para segurar o controlo do encontro.

O que se retira desta vitória

Além do resultado, o principal ganho para o Brasil foi a resolução dos problemas ofensivos que se notaram no duelo com Marrocos. A entrada de Matheus Cunha deu mobilidade e terminou por criar desequilíbrio num Haiti que, apesar de limitado, mostrou vontade de trocar a bola e tentar atacar. A exibição coletiva traduziu-se em eficácia num período curto, algo que Ancelotti procurava.

Classificação e próximos passos

Com este triunfo por 3-0, o Brasil fica perto da qualificação para a fase a eliminar do Mundial-2026: basta um empate frente à Escócia para garantir um dos dois primeiros lugares do grupo C, segundo a lógica do próprio campeonato. Ainda assim, a equipa brasileira mantém o objectivo de terminar na liderança, pelo que a diferença de golos com Marrocos continua a ter importância.

Destaques individuais

  • Matheus Cunha — A aposta de Ancelotti revelou-se certeira: dois golos em 13 minutos e mobilidade que desequilibrou a defesa haitiana.
  • Vinicius Júnior — Recuperou o golo e manteve a influência no ataque, com movimentos que abrem espaços para os colegas.
  • Alisson — Seguro quando testado na segunda parte, com defesas que evitaram um possível regresso do adversário ao jogo.

O Haiti e a leitura tática

Contrariando expectativas de um jogo conservador, a seleção haitiana entrou pressionante e tentou construir no meio-campo do Brasil. Essa postura permitiu algumas ocasiões, mas também deixou espaços nas costas da defesa, explorados pelos brasileiros nos momentos de transição. No segundo tempo, os haitianos voltaram a ameaçar, mas a eficácia ofensiva brasileira e a qualidade das intervenções de Alisson mantiveram o marcador a favor do conjunto de Ancelotti.

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