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Edição de 03-09-2010
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Arquivo: Edição de 30-07-2010

Chaves

Dono da Papelaria do Monumento explica origem de material apreendido em busca da GNR

Suspeito de receptação e tentativa de burla diz-se “perseguido”

O material apreendido a José Matias pela GNR
O material apreendido a José Matias pela GNR
O proprietário da Papelaria do Monumento, em Chaves, estabelecimento que na semana passada foi alvo de buscas por parte do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves, diz estar a ser alvo de perseguição, embora não esclareça por quem. De acordo com a GNR, José Matias é suspeito de receptação e tentativa de burla.

Num documento enviado à imprensa, o alvo das buscas desmonta as suspeitas de que é alvo e explica como foram parar ao seu estabelecimento os objectos apreendidos e que de acordo com as autoridades serão fruto de vários assaltos levados a cabo em Valpaços.

Em causa estava, por exemplo, um cheque que o dono da papelaria depositou e que, de resto, levou os investigadores do NIC até José Matias, uma vez que o cheque estava referenciado como tendo sido roubado. O proprietário da papelaria esclarece, porém, que o cheque, no valor de 150 euros, lhe foi entregue por um cliente “para amortizar parte de uma dívida que tinha na sua loja”. “Deste facto sou vítima, e penso apresentar queixa”, diz, garantindo que informou a GNR da morada da pessoa que lhe entregou o cheque.

Quanto à carta de condução falsa que também foi apreendida pelas autoridades no seu estabelecimento, alega que a mesma pertence a um cliente da loja. “Deixou-a nesse dia para copiar e plastificar”, explica, garantindo que também informou do nome e da morada do cliente. Em relação aos selos do Instituto do Vinho e da Vinha apreendidos, José Matias garante que pertencem a produtores de vinho de Jou e de Murça que estiveram a tirar cópias de facturas na loja e ficaram lá esquecidos.

Relativamente aos volumes de tabaco com selo espanhol, o dono da papelaria também dá justificação. Diz que pertencem a um emigrante em França, residente em Chaves, e que também indicou às autoridades o seu nome e morada. É igualmente a este emigrante que José Matias diz pertencerem o spray e as balas que também lhe foram apreendidas.

José Matias também diz ser falso, como noticiou o Semanário TRANSMONTANO, estar a ser acusado de passagem de moeda falsa, diz que a acusação é de posse de moeda falsa. “O que é muito diferente”, frisa. A acusação surgiu na sequência de uma mega-operação conduzida pela da Brigada Fiscal da GNR de Guimarães, em Outubro de 2007, rela-cionada com contrabando de tabaco. No entanto, além do tabaco (54 volumes), durante as buscas à papelaria e à sua residência, os militares descobriram um milhão de dólares falsos e um produto que, na altura, se suspeitava ser cocaína. Na altura, o dono do estabelecimento ficou em prisão preventiva. No entanto, acabou por ser libertado meses depois. Os exames periciais ao produto que foi identificado como droga revelaram que, afinal, se tratava de lidocaína (um produto que não faz parte da tabela de substâncias proibidas). A substância encontrava-se em sacos da “Bayer” e de outras marcas. O suspeito alegou sempre que se tratava de um produto que usava “para lavar vasilhame”.

A rematar, José Matias alega que “não pode discriminar nem limitar a entrada de cidadãos” no seu estabelecimento e que “é muito habitual ficarem objectos e valores esquecidos de clientes”.

Por: Margarida Luzio

Comentários a esta notícia

luísluis_68@hotmail.com
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E o “grampeador” de telefones que se vê na foto? Já sei!!! Deve ter sido um cliente que se esqueceu dele no seu estabelecimento. Este senhor tem mesmo azar. Sempre que as autoridades o abordam, e já são algumas, tem sempre grandes quantidades de tabaco. Pobre homem o emigrante teima em deixar ali o tabaco.
 
Carlos Almeidacarlos1970@gmail.com
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Tinha um milhão de dólares falsos com ele, está para ser julgado, tem uma data de detenções por tabaco e ainda quer ser um santo. O jornal deu-lhe ouvidos? Ele merecia era estar a ver o Sol aos quadradinhos. Vende pratas e cigarros avulso e no seu estabelecimento também deve vender mel é que os toxicodependentes são como moscas na sua porta.
 
Candidaca.sfb@gmail.com
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A Policia e a GNR devia lá ir todos os dias para ver se ganhava vergonha e se deixava definitivamente de esquemas. Pobre homem nada era dele e foi tudo lá parar quando a GNR lá foi. Ah e selos do Instituto do Vinho e da Vinha apreendidos? É mesmo de rir. Cabe na cabeça de alguém que produtores de vinho levaram aquilo para o comércio dele, esqueceram-se deles lá e não voltaram para os ir buscar. Quando este homem tem direito a dizer isto num jornal tão credível como este eu já acredito em tudo e vão ver que o tribunal vai acreditar e os guardas vão ter de lhe pedir desculpa e devolver o material apreendido é que as pessoas podem lá voltar a saber das coisas que ali deixaram.
 
Russojorge.mendes@hotmail.com
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Quando chegar a hora do julgamento a GNR a que vai ser a culpada, porque vão sempre no dia errado, no dia que os clientes deixam tudo por esquecimento. É preciso ter lata.
 


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