Arquivo: Edição de 30-07-2010
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Dono da Papelaria do Monumento explica origem de material apreendido em busca da GNR Suspeito de receptação e tentativa de burla diz-se “perseguido”
Num documento enviado à imprensa, o alvo das buscas desmonta as suspeitas de que é alvo e explica como foram parar ao seu estabelecimento os objectos apreendidos e que de acordo com as autoridades serão fruto de vários assaltos levados a cabo em Valpaços. Em causa estava, por exemplo, um cheque que o dono da papelaria depositou e que, de resto, levou os investigadores do NIC até José Matias, uma vez que o cheque estava referenciado como tendo sido roubado. O proprietário da papelaria esclarece, porém, que o cheque, no valor de 150 euros, lhe foi entregue por um cliente “para amortizar parte de uma dívida que tinha na sua loja”. “Deste facto sou vítima, e penso apresentar queixa”, diz, garantindo que informou a GNR da morada da pessoa que lhe entregou o cheque. Quanto à carta de condução falsa que também foi apreendida pelas autoridades no seu estabelecimento, alega que a mesma pertence a um cliente da loja. “Deixou-a nesse dia para copiar e plastificar”, explica, garantindo que também informou do nome e da morada do cliente. Em relação aos selos do Instituto do Vinho e da Vinha apreendidos, José Matias garante que pertencem a produtores de vinho de Jou e de Murça que estiveram a tirar cópias de facturas na loja e ficaram lá esquecidos. Relativamente aos volumes de tabaco com selo espanhol, o dono da papelaria também dá justificação. Diz que pertencem a um emigrante em França, residente em Chaves, e que também indicou às autoridades o seu nome e morada. É igualmente a este emigrante que José Matias diz pertencerem o spray e as balas que também lhe foram apreendidas. José Matias também diz ser falso, como noticiou o Semanário TRANSMONTANO, estar a ser acusado de passagem de moeda falsa, diz que a acusação é de posse de moeda falsa. “O que é muito diferente”, frisa. A acusação surgiu na sequência de uma mega-operação conduzida pela da Brigada Fiscal da GNR de Guimarães, em Outubro de 2007, rela-cionada com contrabando de tabaco. No entanto, além do tabaco (54 volumes), durante as buscas à papelaria e à sua residência, os militares descobriram um milhão de dólares falsos e um produto que, na altura, se suspeitava ser cocaína. Na altura, o dono do estabelecimento ficou em prisão preventiva. No entanto, acabou por ser libertado meses depois. Os exames periciais ao produto que foi identificado como droga revelaram que, afinal, se tratava de lidocaína (um produto que não faz parte da tabela de substâncias proibidas). A substância encontrava-se em sacos da “Bayer” e de outras marcas. O suspeito alegou sempre que se tratava de um produto que usava “para lavar vasilhame”. A rematar, José Matias alega que “não pode discriminar nem limitar a entrada de cidadãos” no seu estabelecimento e que “é muito habitual ficarem objectos e valores esquecidos de clientes”. Por:
Margarida Luzio |
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