Arquivo: Edição de 18-12-2009
|
Estradas cortadas, aldeias isoladas, escolas encerradas... Neve e gelo quase paralisaram região
Paulo Sanches, do Couto de Dornelas, deixou de ir a Montalegre para tratar de uma “papelada” nas Finanças e na Conservatória; uma vizinha não fez a escritura marcada na Conservatória de Boticas; o advogado Vaz Pinto, residente em Chaves, viu cancelado um julgamento na comarca de Montalegre. A jornalista Fátima Teixeira, de Chaves, faltou ao trabalho; outro flaviense perdeu uma consulta em Vila Real... Na passada quarta-feira, a neve trocou as voltas a muitos habitantes do Alto Tâmega, obrigando autarquias e bombeiros a colocar no terreno todos os meios existentes para espalhar sal e retirar a neve das vias. As escolas foram todas encerradas, uma vez que os transportes escolares estiveram parados. Em Boticas, cerca de 20 aldeias chegaram a estar completamente isoladas. Na vila, os serviços funcionaram apenas a meio gás.
Em Vila Pouca de Aguiar a neve e o gelo levaram também ao encerramento das escolas no concelho. A protecção civil da Câmara Municipal colocaram, a partir das cinco da madrugada, um limpa-neve no terreno, tractores e outros equipamentos para desimpedir as estradas e colocar sal nas estradas municipais e nacionais. No entanto, algumas estradas nacionais foram mesmo cortadas, como foi o caso do troço da Estrada Nacional nº 311, entre Boticas e Salto, no concelho de Montalegre. Na EN315, junto a Bornes, entre Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros; na EN206 na Serra da Nogueira, no concelho de Bragança; na EN103, entre Bragança e Vinhais; na EN221, entre Sendim e Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro, e na EN21, entre Carrazeda de Ansiães e Vila Flor, a situação também era complicada, mas a circulação era possível. O IP4, entre Vila Real e Amarante, esteve cortado durante uma boa parte da manhã. Na A7, na zona de Vila Pouca de Aguiar, o trânsito só se fazia com muita cautela. Por:
Margarida Luzio |
![]()
| ||||||
