Arquivo: Edição de 09-10-2009
Vai um passeio junto ao Tâmega?Aproveito esta oportunidade e venho de novo sugerir ideias peregrinas (ou talvez não). Será possível, junto à cidade de Chaves, ter o Tâmega preparado para se darem uma boas remadas? Para se conhecer bem uma cidade, uma vila, ou qualquer outro local de interesse arquitectónico e/ou paisagístico não há nada como dar a corda aos sapatos (de preferência uma botas ou sapatilhas confortáveis) e pormo-nos ao caminho da descoberta. Foi precisamente o que fiz este Verão, ao percorrer as duas margens do rio Tâmega. Logo à primeira vista a ponte pedonal cativou o meu olhar. É elegante, moderna e penso que, pelas suas dimensões, está bem enquadrada na envolvência da paisagem. Tem à vista a ponte romana, verdadeira relíquia que agora é 100% ponte a pé, isto em virtude da circulação automóvel ter sido suspensa no seu tabuleiro. Concordando com as suas actuais características exclusivamente pedonais (sabendo que, no entanto, algum comércio e pessoas possam ter sido algo prejudicadas com esse facto) já o meu olhar se questionou um pouco com a escolha do pavimento, parecendo esteticamente inadequado à construção milenária, apesar do inegável conforto que proporciona aos pés de cada um.
Por este rio abaixo, por este rio acima Prosseguindo os meus passeios (é para isso que as férias e os tempos livres servem), junto à cidade calcorreei as duas margens do rio, tendo observado com agrado as beneficiações que são um óptimo convite à fruição do espaço. No entanto, no final da margem esquerda a iluminação deixa algo a desejar, o que poderá não incutir uma sensação de segurança. Já subindo o rio, até ao final do caminho pedonal foi com tristeza que notei que alguns dos focos luminosos cravados no chão já mostravam sinais de vandalismo, estando partidos ou inutilizados. Enfim, infelizmente comportamentos deste género encontram-se um pouco por todo o lado, não sendo exclusivos dos grandes centros urbanos. Haja pachorra! Força nos braços! Aproveito esta oportunidade e venho de novo sugerir ideias peregrinas (ou talvez não). Será possível, junto à cidade de Chaves, ter o Tâmega preparado para se darem uma boas remadas? É que, à vista desarmada, pareceu-me que o rio poderá ter condições para que, quem deseje, possa tonificar os bíceps. Isto, claro está, se o caudal for suficiente para se ficar dentro das embarcações e não ter que as empurrar à força de... braços. Mas pronto, de qualquer das formas os membros superiores estariam sempre musculados, activos, firmes e hirtos, haja vontade para isso!
Outras margens Do outro lado da fronteira, na vizinha Galiza, também os rios de algumas localidades são locais de fruição. Por exemplo, Allariz (com o Arnoia) e Ribadavia (com o Avia), em que as zonas urbanas ribeirinhas têm amplos espaços verdes, próprios para caminhadas, passeios e piqueniques. Já em Ourense pareceu-me que a coisa não está afinada, estando as margens urbanas do Minho (Miño) algo desaproveitadas. Sempre podem pedir uns conselhos a Chaves. É que os bons exemplos também podem ser exportados, podendo desaguar noutras margens. E com esta fecho a torneira a esta crónica, esperando que tenha metido água suficiente, pois o tema era esse mesmo! Bons passeios e até à minha próxima crónica, que muito bem poderá vir numa garrafa. Por:
Bruno Cunha |
